Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Um menino de 3 anos apresenta quadro de edema palpebral, ascite, urina espumosa; albumina sérica de 1,9 g/dL, sem hema-túria. E função renal normal. O diagnóstico mais provável é:
Edema + Proteinúria maciça + Hipoalbuminemia em criança → Doença de Lesões Mínimas.
A Doença de Lesões Mínimas é a principal causa de síndrome nefrótica em crianças, caracterizando-se por proteinúria seletiva, ausência de hematúria e excelente resposta a corticoides.
A Doença de Lesões Mínimas (DLM) é a causa prototípica de síndrome nefrótica na infância. Sua fisiopatologia está ligada a uma disfunção de células T que leva à produção de um fator circulante de permeabilidade, resultando no apagamento dos processos podocitários (visível apenas à microscopia eletrônica). Isso causa a perda da barreira de carga da membrana basal glomerular, permitindo a passagem seletiva de albumina para a urina. Clinicamente, o paciente apresenta edema insidioso, começando em pálpebras e progredindo para membros inferiores e ascite. A urina espumosa reflete a proteinúria intensa. O tratamento de primeira linha é a prednisona oral, com a maioria dos pacientes atingindo remissão completa em poucas semanas. O prognóstico renal a longo prazo é excelente, embora recidivas sejam comuns e exijam manejo cuidadoso para evitar toxicidade por esteroides.
A Doença de Lesões Mínimas (DLM) é responsável por cerca de 80% a 90% dos casos de síndrome nefrótica em crianças menores de 10 anos. Ela é caracterizada por um quadro de proteinúria maciça, hipoalbuminemia severa, edema generalizado (anasarca) e hiperlipidemia, geralmente sem hipertensão ou hematúria significativa associadas.
Na maioria das crianças entre 1 e 10 anos com quadro típico de síndrome nefrótica pura, a biópsia renal não é indicada inicialmente. Devido à alta probabilidade de ser Doença de Lesões Mínimas, a conduta padrão é iniciar a corticoterapia empírica (Prednisona). A biópsia é reservada para casos de corticoresistência, recidivas frequentes ou apresentações atípicas (como hematúria macroscópica ou insuficiência renal).
Os achados clássicos incluem proteinúria de faixa nefrótica (geralmente > 40 mg/m²/hora ou relação proteína/creatinina urinária > 2), albumina sérica baixa (frequentemente < 2,5 g/dL), colesterol total e triglicerídeos elevados. Na Doença de Lesões Mínimas, o sedimento urinário costuma ser 'limpo', sem a presença de cilindros hemáticos ou hematúria dismórfica.
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