Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Escolar de 6 anos, sexo masculino, é levado ao PSI por apresentar claudicação intermitente observada há aproximadamente um mês. Refere dor na região coxofemoral com irradiação em direção à patela. Exame físico: afebril; limitação da mobilização do membro inferior direito, principalmente da abdução coxofemoral, sem sinais de flogose. Feito Radiografia do quadril com a seguinte imagem. Este quadro é compatível com:
Escolar com claudicação intermitente, dor coxofemoral e limitação de abdução → suspeitar de Doença de Legg-Calvé-Perthes.
A Doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular idiopática da cabeça femoral em crianças, mais comum em meninos escolares. Manifesta-se com claudicação intermitente, dor no quadril (com irradiação para coxa/joelho) e limitação da mobilidade, especialmente abdução e rotação interna. O diagnóstico é confirmado por radiografias.
A Doença de Legg-Calvé-Perthes é uma osteocondrose da cabeça femoral, caracterizada por necrose avascular idiopática do núcleo de ossificação da epífise femoral proximal. Afeta predominantemente meninos entre 4 e 8 anos de idade, embora possa ocorrer em outras faixas etárias. A etiologia exata é desconhecida, mas fatores como trauma, distúrbios de coagulação e alterações vasculares são considerados. É uma condição importante no diagnóstico diferencial da claudicação e dor no quadril em crianças. Clinicamente, a doença se manifesta com claudicação intermitente, que pode ser o primeiro sintoma, e dor na região coxofemoral, frequentemente com irradiação para a coxa e joelho (dor referida). Ao exame físico, observa-se limitação da mobilidade do quadril afetado, principalmente da abdução e rotação interna, sem sinais inflamatórios agudos como febre ou flogose local, o que a diferencia de processos infecciosos. A história de dor e claudicação por um período prolongado (meses) é típica. O diagnóstico é estabelecido por meio de radiografias do quadril, que podem mostrar alterações como esclerose, fragmentação, achatamento e subluxação da cabeça femoral. Em fases iniciais, a ressonância magnética pode ser mais sensível para detectar a necrose avascular. O tratamento visa preservar a esfericidade da cabeça femoral e manter a contenção na cavidade acetabular, podendo variar de observação e fisioterapia a intervenções cirúrgicas, dependendo da idade da criança, extensão da necrose e estágio da doença. O prognóstico é variável e depende da extensão do envolvimento da cabeça femoral.
Os principais sintomas incluem claudicação (manqueira), dor no quadril que pode irradiar para a coxa ou joelho, e limitação da amplitude de movimento do quadril, especialmente abdução e rotação interna.
As radiografias do quadril (AP e Lauenstein) mostram alterações características da necrose avascular, como esclerose, fragmentação, achatamento e subluxação da cabeça femoral, confirmando o diagnóstico e estadiando a doença.
O diagnóstico diferencial é amplo e inclui sinovite transitória do quadril, artrite séptica, epifisiólise da cabeça femoral, artrite idiopática juvenil, fraturas e tumores ósseos. A idade e a apresentação clínica ajudam a diferenciar.
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