SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda que afeta predominantemente crianças menores de 5 anos de idade, sendo a principal causa de cardiopatia adquirida na infância em países desenvolvidos. Em casos não tratados, pode evoluir com formação de aneurismas coronarianos, sendo responsável por até 5% das síndromes coronarianas agudas em adultos. Considerando as diretrizes atuais de manejo clínico, assinale a alternativa que indica o tratamento de primeira linha recomendado para a fase aguda da doença:
Kawasaki aguda → Imunoglobulina Intravenosa (IVIG) 2g/kg + AAS em dose anti-inflamatória.
O tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa na fase aguda reduz o risco de aneurismas coronarianos de 25% para menos de 5%, sendo a intervenção mais crítica no manejo da doença.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite multissistêmica aguda, de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente vasos de médio calibre, com predileção pelas artérias coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado em febre persistente por 5 dias ou mais, associada a critérios como conjuntivite não exsudativa, alterações orais, exantema polimorfo, alterações em extremidades e linfadenopatia cervical. O manejo na fase aguda foca na interrupção do processo inflamatório vascular. A imunoglobulina intravenosa (IVIG) é o pilar do tratamento, demonstrando superioridade na redução de sequelas cardíacas. O acompanhamento ecocardiográfico seriado é mandatório para monitorar o diâmetro das coronárias e guiar a terapia antitrombótica a longo prazo.
A dose recomendada é de 2g/kg em infusão única. O tempo ideal para administração é nos primeiros 10 dias do início da febre, período em que a eficácia na prevenção de aneurismas coronarianos é máxima, embora deva ser administrada mesmo após o 10º dia se houver sinais de inflamação persistente.
Na fase aguda, o AAS é utilizado em doses altas (80-100 mg/kg/dia) por seu efeito anti-inflamatório. Após a resolução da febre, a dose é reduzida para níveis antiagregantes (3-5 mg/kg/dia) e mantida por 6 a 8 semanas, ou indefinidamente se houver anormalidades coronarianas detectadas.
A complicação mais grave é a formação de aneurismas nas artérias coronárias, que podem levar a infarto agudo do miocárdio, estenoses arteriais e morte súbita. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças em países desenvolvidos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo