Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um menino com dezoito meses de vida foi levado à consulta com queixa de febre alta há seis dias, sem melhora após 72 horas de azitromicina, prescrita em outro serviço médico devido ao diagnóstico de amigdalite. A mãe refere irritabilidade desde o início do quadro e nega sintomas respiratórios ou gastrointestinais e epidemiologia conhecida para covid-19. Ao exame físico, está um pouco irritado, mas corado, hidratado, eupneico, acianótico, com boa perfusão periférica e sinais vitais dentro da normalidade. Apresenta “língua em framboesa”, eritema de lábios com fissuras e hiperemia conjuntival bilateral, sem exsudato e eritema palmo-plantar. O restante do exame físico não revela nenhuma outra anormalidade. Os exames laboratoriais revelam os seguintes resultados: proteína C-reativa 6 mg/dL; VHS 78 mm/h; Hb 9,5 g/dL; leucócitos 16.700/mm³; e plaquetas 200.000/mm³. Além disso, apresenta albumina igual a 3 g/dL e elevação de transaminase pirúvica (ou alanina aminotransferase). Os exames de urina do tipo I e de função renal não revelaram anormalidades. O ecocardiograma está normal. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Kawasaki: febre >5d + 4/5 critérios (conjuntivite, boca/lábios, rash, linfonodo, extremidades) ou febre + 2-3 critérios + PCR/VHS elevados + ecocardiograma.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância. O diagnóstico é clínico e laboratorial, e o tratamento precoce com imunoglobulina e AAS é crucial para prevenir aneurismas coronarianos. Em casos de alto risco ou refratários, corticosteroides podem ser adjuvantes.
A Doença de Kawasaki é a vasculite sistêmica mais comum na infância, caracterizada por febre prolongada e inflamação de vasos sanguíneos de médio calibre, com predileção pelas artérias coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado em febre por pelo menos cinco dias e a presença de quatro dos cinco critérios principais (alterações de extremidades, exantema, hiperemia conjuntival bilateral, alterações orais e linfadenopatia cervical). A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada a um gatilho infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos. A elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS é comum. O principal objetivo do tratamento é prevenir a formação de aneurismas coronarianos, a complicação mais grave. O tratamento padrão consiste em imunoglobulina endovenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS). A IVIG reduz a inflamação e o risco de aneurismas. O AAS é usado em altas doses na fase aguda e em baixas doses na fase de convalescença. Em casos de alto risco ou refratários à IVIG, corticosteroides como a metilprednisolona podem ser adicionados. O ecocardiograma é essencial para monitorar as artérias coronárias.
Os critérios incluem febre por pelo menos cinco dias e a presença de quatro dos cinco sinais clínicos principais: alterações de extremidades, exantema, hiperemia conjuntival bilateral, alterações orais (língua em framboesa, lábios fissurados) e linfadenopatia cervical.
O tratamento inicial padrão consiste em imunoglobulina endovenosa (IVIG) para reduzir a inflamação e o risco de aneurismas coronarianos, e ácido acetilsalicílico (AAS) em altas doses na fase aguda e baixas doses na fase de convalescença.
Corticosteroides, como a metilprednisolona, podem ser considerados como terapia adjuvante em casos de alto risco para aneurismas coronarianos ou em pacientes que são refratários ao tratamento inicial com imunoglobulina endovenosa.
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