Doença de Kawasaki: Diagnóstico e Sinais Chave em Pediatria

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma criança com 3 anos de idade, sexo masculino, iniciou, segundo relato de sua mãe, febre há cerca de 5 dias. Durante o exame clínico, o pediatra observou conjuntivite bilateral, exantema polimorfo, língua em framboesa, lábios avermelhados, fissurados e secos, edema duro dos dedos de pés e mãos e adenopatia cervical, além de descamação das extremidades.Considerando a descrição desse caso, a principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) escarlatina.
  2. B) mononucleose.
  3. C) eritema infeccioso.
  4. D) doença de Kawasaki.

Pérola Clínica

Febre > 5 dias + 4 dos 5 critérios (conjuntivite, boca, exantema, mãos/pés, linfonodo) = Doença de Kawasaki.

Resumo-Chave

A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada (≥ 5 dias) e pelo menos quatro dos cinco critérios diagnósticos principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas (língua em framboesa, lábios fissurados), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema, descamação) e adenopatia cervical.

Contexto Educacional

A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente crianças pequenas, geralmente com menos de 5 anos de idade. É a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. O reconhecimento precoce é vital devido ao risco de complicações cardiovasculares graves, como aneurismas de artérias coronárias, miocardite e valvulite. O diagnóstico é clínico e baseia-se na presença de febre persistente por pelo menos 5 dias, associada a quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas (língua em framboesa, lábios avermelhados e fissurados), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema e eritema agudos, descamação periungueal na fase subaguda) e adenopatia cervical unilateral. O tratamento padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS), administrados idealmente nos primeiros 10 dias do início da febre para reduzir o risco de aneurismas coronarianos. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a monitorização cardíaca é essencial. A diferenciação de outras doenças exantemáticas é um desafio diagnóstico comum, exigindo atenção aos detalhes dos critérios.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Doença de Kawasaki?

Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias e a presença de 4 dos 5 seguintes: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas (língua em framboesa, lábios fissurados), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema, descamação) e adenopatia cervical unilateral.

Por que é importante o diagnóstico precoce da Doença de Kawasaki?

O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir as complicações cardíacas mais graves, como aneurismas de artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio ou morte súbita. O tratamento com imunoglobulina intravenosa é mais eficaz nas primeiras 10 dias de doença.

Como diferenciar Doença de Kawasaki de escarlatina ou outras doenças exantemáticas?

A Kawasaki se diferencia pela febre prolongada (>5 dias) e pela combinação específica de sintomas mucocutâneos e linfonodais, além da ausência de resposta a antibióticos. A escarlatina geralmente tem faringite e exantema micropapular áspero, e responde a penicilina. A Kawasaki não tem etiologia bacteriana e o exantema é polimorfo.

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