PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Paciente de quatro anos apresenta febre há 6 dias, persistente, associada à linfadenomegalia, exantema escarlatiniforme, edema de mãos e pés, além de língua em framboesa e hiperemia conjuntival bilateral sem secreção. Conforme relato, o diagnóstico mais provável e o seu respectivo tratamento são:
Kawasaki: febre > 5 dias + 4/5 critérios (conjuntivite, boca/língua, exantema, linfadenopatia, extremidades) → IgIV + AAS.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, com risco de aneurismas de artérias coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado em febre prolongada e pelo menos quatro dos cinco critérios principais. O tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa e ácido acetilsalicílico é crucial para prevenir complicações cardíacas.
A Doença de Kawasaki (DK) é a vasculite sistêmica mais comum na infância, afetando principalmente crianças menores de 5 anos. Sua importância clínica reside no risco de desenvolver aneurismas de artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, isquemia ou morte súbita. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar essas complicações. A fisiopatologia da DK envolve uma resposta imune desregulada a um gatilho infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos, resultando em inflamação generalizada dos vasos sanguíneos, especialmente as artérias coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos cinco dias e quatro dos cinco critérios principais. Exames laboratoriais e ecocardiograma são essenciais para avaliar a extensão da inflamação e a presença de acometimento cardíaco. O tratamento padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (IgIV) em dose única e ácido acetilsalicílico (AAS) em doses anti-inflamatórias, seguido de doses antiplaquetárias. A IgIV atua modulando a resposta imune, enquanto o AAS controla a inflamação e previne a formação de trombos. O prognóstico é excelente com tratamento precoce, mas o acompanhamento cardiológico é necessário para monitorar possíveis sequelas.
Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias, associada a quatro dos cinco achados: hiperemia conjuntival bilateral, alterações de boca e orofaringe (língua em framboesa), alterações de extremidades (edema, eritema), exantema polimorfo e linfadenopatia cervical.
O tratamento de primeira linha é a imunoglobulina intravenosa (IgIV) e o ácido acetilsalicílico (AAS). É crucial iniciar o tratamento nos primeiros 10 dias de febre para reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de aneurismas de artérias coronárias, a complicação mais grave.
A diferenciação envolve a análise cuidadosa da combinação e persistência dos sintomas. Enquanto infecções virais ou escarlatina podem ter alguns sintomas semelhantes, a Doença de Kawasaki apresenta uma constelação específica de achados que, quando presentes, devem levantar alta suspeita e levar à investigação e tratamento urgentes.
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