HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
A doença de Kawasaki é uma vasculite que, às vezes, envolve as artérias coronárias e tende a ocorrer em lactentes e crianças de 1 a 8 anos. Sobre a doença de Kawasaki, assinale a alternativa INCORRETA:
Doença de Kawasaki = vasculite de MÉDIO calibre. Tratamento precoce com GIV + AAS ↓ risco de aneurismas coronarianos.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda que afeta predominantemente artérias de médio calibre, não de grande calibre. O reconhecimento precoce e o tratamento com imunoglobulina intravenosa e ácido acetilsalicílico são cruciais para prevenir as complicações cardíacas mais graves, como os aneurismas de artérias coronárias.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta principalmente lactentes e crianças jovens, com pico de incidência entre 1 e 8 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças nos países desenvolvidos, sendo seu reconhecimento e manejo precoces de suma importância para evitar sequelas permanentes. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada que leva à inflamação e dano endotelial nas artérias de médio calibre, especialmente as coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos, e o ecocardiograma é essencial para avaliar o envolvimento coronariano. A suspeita deve ser alta em crianças com febre prolongada e sinais mucocutâneos característicos. O tratamento padrão ouro é a administração de imunoglobulina intravenosa (GIV) em dose única e ácido acetilsalicílico (AAS) em doses anti-inflamatórias e, posteriormente, antiplaquetárias. O objetivo principal é suprimir a inflamação e prevenir a formação de aneurismas coronarianos. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a vigilância cardiológica é necessária em casos de envolvimento coronariano.
O diagnóstico da Doença de Kawasaki é clínico, exigindo febre por pelo menos 5 dias e a presença de 4 dos 5 critérios principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas, alterações de extremidades, exantema polimorfo e linfadenopatia cervical. O ecocardiograma é fundamental para monitorar o envolvimento coronariano.
O tratamento padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (GIV) e ácido acetilsalicílico (AAS). A intervenção precoce, idealmente nos primeiros 10 dias de febre, é crucial para reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de aneurismas de artérias coronárias, a complicação mais grave da doença.
A Doença de Kawasaki afeta predominantemente as artérias de médio calibre, com uma predileção notável pelas artérias coronárias. A complicação cardíaca mais temida é a formação de aneurismas coronarianos, que podem levar a infarto do miocárdio, trombose ou ruptura.
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