SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Criança de seis meses é trazida pela mãe em consulta médica por apresentar febre elevada há uma semana, associada a conjuntivite sem secreção purulenta, língua em framboesa, eritema e edema de mãos e pés. Na semana anterior, fez uso de antibiótico via oral, sem melhora do quadro. Ao exame físico, o médico também encontrou na criança um linfonodo cervical à esquerda de 2,0 cm e exantema maculopapular corporal, sem vesículas. Diante dos dados da anamnese e exame físico, o diagnóstico mais provável é:
Febre > 5 dias + 4 dos 5 critérios (conjuntivite, boca/língua, extremidades, rash, linfonodo cervical) = Doença de Kawasaki.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada (≥ 5 dias) e pelo menos 4 dos 5 critérios diagnósticos principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de boca e orofaringe (língua em framboesa), alterações de extremidades (eritema/edema), exantema polimorfo e linfonodomegalia cervical. A ausência de melhora com antibióticos reforça a etiologia não bacteriana.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças nos países desenvolvidos. Sua importância clínica reside no risco de desenvolvimento de aneurismas de artérias coronárias, uma complicação grave que pode levar a infarto do miocárdio, isquemia e morte súbita. O reconhecimento precoce é fundamental para o tratamento e prevenção dessas sequelas. O diagnóstico da Doença de Kawasaki é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias e em 4 dos 5 critérios principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de boca e orofaringe (língua em framboesa, lábios eritematosos e fissurados), alterações de extremidades (eritema e edema de mãos e pés, seguido por descamação periungueal), exantema polimorfo (geralmente maculopapular, sem vesículas) e linfonodomegalia cervical unilateral (geralmente > 1,5 cm). A ausência de melhora com antibióticos é um forte indício de etiologia não bacteriana. O tratamento padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS), que devem ser iniciados o mais rápido possível, idealmente nos primeiros 10 dias de febre, para reduzir o risco de aneurismas coronarianos. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento cardiológico é essencial para monitorar possíveis complicações tardias.
Os critérios incluem febre por 5 dias ou mais, e pelo menos 4 dos 5 seguintes: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de boca e orofaringe (língua em framboesa, lábios fissurados), alterações de extremidades (eritema, edema, descamação), exantema polimorfo e linfonodomegalia cervical unilateral > 1,5 cm.
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir a complicação mais grave da doença, que é a formação de aneurismas nas artérias coronárias, podendo levar a infarto do miocárdio e morte.
A Doença de Kawasaki se diferencia pela persistência da febre por mais de 5 dias e pela combinação específica dos critérios clínicos, que não são totalmente encontrados em outras condições como escarlatina, sarampo ou infecções virais comuns. A ausência de resposta a antibióticos também é um indício.
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