CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Entre as manifestações clínicas para o diagnóstico da Doença de Kawasaki, sempre há presença de febre com duração igual ou superior a cinco dias, associada a critérios maiores como:
Kawasaki = Febre ≥ 5 dias + 4/5: Conjuntivite, Boca, Rash, Extremidades, Linfonodo.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda diagnosticada clinicamente pela presença de febre persistente associada a alterações em mucosas, extremidades, olhos e pele.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite de médios vasos que afeta predominantemente crianças menores de 5 anos. Embora sua etiologia exata permaneça desconhecida, acredita-se que seja desencadeada por um agente infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos, gerando uma resposta inflamatória exacerbada. É a principal causa de cardiopatia adquirida em crianças em países desenvolvidos. O manejo clínico foca na redução da inflamação sistêmica e na prevenção de danos arteriais. O tratamento padrão-ouro envolve a administração de Imunoglobulina Intravenosa (IGIV) em dose única (2g/kg) associada ao Ácido Acetilsalicílico (AAS). O acompanhamento com ecocardiogramas seriados é mandatório para monitorar a integridade das artérias coronárias durante as fases aguda, subaguda e de convalescença da doença.
O diagnóstico requer febre por 5 ou mais dias associada a pelo menos 4 dos 5 critérios seguintes: 1) Alterações nas extremidades (edema/eritema de mãos e pés ou descamação periungueal); 2) Exantema polimorfo; 3) Hiperemia conjuntival bulbar bilateral não exsudativa; 4) Alterações em lábios e cavidade oral (eritema, fissuras labiais, língua em morango); 5) Linfonodopatia cervical (geralmente única e > 1,5 cm).
A complicação mais grave e temida são os aneurismas das artérias coronárias, que ocorrem em cerca de 15% a 25% das crianças não tratadas. Essas lesões vasculares podem levar a infarto agudo do miocárdio, estenoses coronarianas ou morte súbita. O tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa (IGIV) nas primeiras 72 a 96 horas de febre reduz drasticamente esse risco para menos de 5%.
A forma incompleta ocorre quando o paciente apresenta febre persistente, mas possui menos de 4 dos critérios clínicos clássicos. Nesses casos, o diagnóstico é auxiliado por achados laboratoriais (como anemia, trombocitose após a 2ª semana, aumento de provas inflamatórias como PCR e VHS, e piúria estéril) ou pela evidência de alterações coronarianas no ecocardiograma.
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