Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Menino de 6 anos com febre persistente há 7 dias, rash cutâneo polimorfo, conjuntivite bilateral não purulenta, lábios secos e linfadenopatia cervical dolorosa. Ao exame físico, há edema em mãos e pés. O diagnóstico mais provável é:
Febre >5 dias + 4 de 5 critérios (conjuntivite, rash, lábios/cavidade oral, linfadenopatia, extremidades) → Doença de Kawasaki.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada e uma constelação de achados mucocutâneos e linfonodais. O diagnóstico é clínico e requer febre por pelo menos 5 dias, associada a quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral, rash polimorfo, linfadenopatia cervical e alterações de extremidades.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda que afeta predominantemente crianças pequenas, sendo a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. Sua etiologia é desconhecida, mas acredita-se que seja desencadeada por um agente infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos. O reconhecimento precoce é fundamental devido ao risco de complicações cardíacas graves. O diagnóstico da Doença de Kawasaki é clínico e baseia-se na presença de febre persistente por pelo menos 5 dias, acompanhada de quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral (como lábios secos e rachados, língua em framboesa), rash cutâneo polimorfo, linfadenopatia cervical (>1,5 cm, geralmente unilateral e dolorosa) e alterações de extremidades (edema e eritema em mãos e pés, seguido por descamação periungueal na fase subaguda). O caso descrito na questão se encaixa perfeitamente nesses critérios. O tratamento padrão-ouro consiste na administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e aspirina. A IVIG, quando administrada nos primeiros 10 dias de doença, reduz drasticamente o risco de desenvolvimento de aneurismas coronarianos. Para o residente, a alta suspeição clínica e o diagnóstico diferencial com outras condições febris da infância são cruciais para iniciar o tratamento em tempo hábil e prevenir sequelas cardíacas a longo prazo.
Os critérios incluem febre por 5 dias ou mais, mais 4 dos 5 seguintes: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral (lábios rachados, língua em framboesa), rash polimorfo, linfadenopatia cervical (>1,5 cm, geralmente unilateral) e alterações de extremidades (edema, eritema, descamação).
A principal e mais grave complicação da Doença de Kawasaki não tratada é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, isquemia e morte súbita em crianças.
O tratamento de primeira linha é a imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única alta, administrada idealmente nos primeiros 10 dias de doença, juntamente com aspirina em dose anti-inflamatória, seguida por dose antiplaquetária.
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