UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Em relação à doença de Kawasaki, considere as afirmativas a seguir.I. Associados à febre, são critérios diagnósticos: alterações de lábios e cavidade oral, hiperemia conjuntival, alteração de extremidades, exantema polimorfo e linfadenopatia cervical.II. No período febril, há indicação de ácido acetilsalicílico (AAS), em baixas doses, para inibir agregação plaquetária.III. A indicação de imunoglobulina humana endovenosa se restringe aos casos em que houver comprometimento cardíaco.IV. Os exames séricos da fase aguda demonstram leucocitose com neutrofilia e aumento das provas inflamatória.Assinale a alternativa correta.
Kawasaki: febre + 4/5 critérios (conjuntivite, boca, extremidades, exantema, linfonodo) + IVIG e AAS (altas doses na fase aguda).
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, com critérios diagnósticos bem definidos. O tratamento precoce com imunoglobulina e AAS é crucial para prevenir a principal complicação, que é o aneurisma de artéria coronária.
A Doença de Kawasaki é a vasculite sistêmica mais comum na infância, afetando principalmente artérias de médio calibre, com predileção pelas coronárias. Sua etiologia é desconhecida, mas acredita-se que seja uma resposta imune exacerbada a um gatilho infeccioso em indivíduos geneticamente suscetíveis. O reconhecimento precoce é vital, pois o atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de complicações cardíacas graves. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre prolongada e pelo menos quatro dos cinco critérios clássicos: hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa, alterações de lábios e cavidade oral (lábios eritematosos, fissurados, língua em framboesa), alterações de extremidades (edema, eritema, descamação), exantema polimorfo e linfadenopatia cervical. Exames laboratoriais na fase aguda tipicamente mostram leucocitose com neutrofilia, aumento de VHS e PCR, e trombocitose na fase subaguda. O tratamento padrão ouro consiste em imunoglobulina humana endovenosa (IVIG) em dose única e ácido acetilsalicílico (AAS). O AAS é administrado em altas doses na fase febril para seu efeito anti-inflamatório e, após a defervescência, em baixas doses para antiagregação plaquetária. O objetivo principal é prevenir a formação de aneurismas coronarianos, a complicação mais temida, que pode levar a infarto do miocárdio e morte.
Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias, associada a quatro dos cinco achados: hiperemia conjuntival bilateral, alterações de lábios e cavidade oral, alterações de extremidades, exantema polimorfo e linfadenopatia cervical.
O AAS é usado em altas doses na fase aguda febril por seu efeito anti-inflamatório, e posteriormente em baixas doses, após a defervescência, para inibir a agregação plaquetária e prevenir a trombose coronariana.
A IVIG é a terapia principal para reduzir a inflamação e diminuir significativamente o risco de desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, a complicação mais grave da doença. Deve ser administrada idealmente nos primeiros 10 dias de doença.
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