Doença de Kawasaki: Diagnóstico e Complicações Cardíacas

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Lactente de 18 meses é trazido ao pronto-socorro com febre persistente há 7 dias, associada a irritabilidade. Ao exame, apresenta conjuntivite bilateral não purulenta, lingua avermelhada, edema em mãos e pés, além de linfadenomegalia cervical unilateral dolorosa. Exames complementares: Leucócitos 15.000/mm³, plaquetas 600.000/mm³. PCR: 50 mg/L (referência: <5 mg/L). Ecocardiograma: Dilatação de artérias coronárias. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Febre reumática
  2. B) Artrite idiopática juvenil
  3. C) Doença de Kawasaki
  4. D) Mononucleose infecciosa

Pérola Clínica

Febre > 5 dias + 4/5 critérios (conjuntivite, boca/faringe, extremidades, rash, linfadenopatia) = Doença de Kawasaki.

Resumo-Chave

A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada e achados mucocutâneos. O diagnóstico é clínico e a complicação mais grave é o aneurisma de artérias coronárias, que pode ser prevenido com tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa.

Contexto Educacional

A Doença de Kawasaki (DK) é a vasculite sistêmica mais comum da infância, afetando predominantemente crianças menores de 5 anos. É uma causa importante de doença cardíaca adquirida em países desenvolvidos, devido ao risco de aneurismas de artérias coronárias. O reconhecimento precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir sequelas. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, provavelmente desencadeada por um agente infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos, levando à inflamação da parede dos vasos sanguíneos, especialmente as artérias coronárias. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias e quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações orofaríngeas, alterações de extremidades, rash polimorfo e linfadenopatia cervical. O tratamento padrão na fase aguda consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS), que visam reduzir a inflamação e o risco de aneurismas coronarianos. Pacientes com DK devem ser monitorizados com ecocardiogramas seriados para avaliar o envolvimento coronariano. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a vigilância a longo prazo é necessária para aqueles que desenvolvem aneurismas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Doença de Kawasaki?

Os critérios incluem febre por 5 dias ou mais, associada a pelo menos 4 dos 5 achados: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de boca e faringe (língua em framboesa, lábios fissurados), alterações de extremidades (edema, eritema), rash polimorfo e linfadenopatia cervical unilateral.

Qual a complicação mais grave da Doença de Kawasaki e como preveni-la?

A complicação mais grave é o aneurisma de artérias coronárias. A prevenção é feita com tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS) em altas doses na fase aguda.

Como diferenciar Doença de Kawasaki de outras condições febris na infância?

A diferenciação envolve a análise cuidadosa dos critérios clínicos e a exclusão de outras causas de febre e rash, como escarlatina, sarampo, adenovirose e mononucleose. O ecocardiograma é fundamental para avaliar o envolvimento coronariano.

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