Doença de Kawasaki: Critérios Diagnósticos e Frequência

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Um paciente de três anos foi diagnosticado com doença de Kawasaki por apresentar cinco dos seis critérios clínicos clássicos da doença e receberá gamaglobulina 2 g/kg e AAS 100 mg/kg/dia. Pela diferente frequência de manifestação dos critérios clínicos, mais provavelmente não se verificou, nesse paciente, a presença de:

Alternativas

  1. A) alteração de mucosas (língua em framboesa).
  2. B) conjuntivite bilateral. 
  3. C) febre por mais de cinco dias.
  4. D) adenomegalia.

Pérola Clínica

Kawasaki: adenomegalia cervical é o critério menos frequente (<50%).

Resumo-Chave

A adenomegalia cervical é o critério clínico menos comum na Doença de Kawasaki, ocorrendo em menos de 50% dos casos. Os outros critérios (febre, conjuntivite, alterações de mucosas, exantema e alterações de extremidades) são mais prevalentes e essenciais para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente crianças menores de cinco anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em países desenvolvidos, sendo crucial seu reconhecimento precoce para prevenir complicações cardiovasculares graves, como os aneurismas de artérias coronárias. O diagnóstico da Doença de Kawasaki é clínico, baseado na presença de febre por cinco dias ou mais, associada a quatro dos cinco critérios clássicos: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações de mucosas (língua em framboesa, lábios fissurados, eritema orofaríngeo), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema e eritema de mãos e pés na fase aguda, descamação periungueal na fase subaguda) e adenomegalia cervical unilateral (>1,5 cm). A febre é o critério mais constante, enquanto a adenomegalia cervical é o menos frequente, presente em menos da metade dos casos. O tratamento padrão consiste na administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS). A IVIG reduz a inflamação e a incidência de aneurismas coronarianos, sendo mais eficaz quando administrada nos primeiros 10 dias de febre. O AAS é usado inicialmente em altas doses como anti-inflamatório e, posteriormente, em baixas doses como antiagregante plaquetário. O acompanhamento cardiológico é fundamental para monitorar a evolução e detectar precocemente possíveis complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da Doença de Kawasaki?

Os critérios incluem febre por 5 dias ou mais, conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações de mucosas (língua em framboesa, lábios fissurados), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema, eritema) e adenomegalia cervical unilateral.

Qual o critério menos frequente na Doença de Kawasaki?

A adenomegalia cervical unilateral é o critério menos frequente, ocorrendo em menos de 50% dos pacientes, enquanto os outros critérios são mais prevalentes e consistentes para o diagnóstico.

Qual o tratamento inicial da Doença de Kawasaki?

O tratamento inicial consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS) em altas doses, visando reduzir a inflamação e prevenir aneurismas coronarianos, que são a complicação mais grave.

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