Doença de Kawasaki: Diagnóstico e Sinais Clínicos em Crianças

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Menino, 3 anos de idade, apresenta, há 6 dias, quadro de febre alta e irritabilidade com piora nos últimos dias, acompanhada das seguintes alterações: exantema polimorfo, hiperemia conjuntival, edema e hiperemia nos lábios, linfadenopatia cervical, edema e eritema em mãos. Qual a diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Sarampo
  2. B) Rubéola
  3. C) Doença de Kawasaki
  4. D) Mononucleose infecciosa
  5. E) Citomegalovirose

Pérola Clínica

Febre > 5 dias + 4 de 5 critérios (conjuntivite, lábios/oral, exantema, linfadenopatia, extremidades) = Doença de Kawasaki.

Resumo-Chave

A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada (≥ 5 dias) e pelo menos quatro dos cinco critérios clínicos principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orais, exantema polimorfo, linfadenopatia cervical e alterações nas extremidades. O risco de aneurismas coronarianos é a principal complicação.

Contexto Educacional

A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, geralmente com idade inferior a 5 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças nos países desenvolvidos. O reconhecimento precoce é crucial devido ao risco de complicações cardíacas graves, especialmente aneurismas das artérias coronárias. A incidência varia geograficamente, sendo mais comum em populações asiáticas. O diagnóstico da DK é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias e quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações nos lábios e cavidade oral (lábios vermelhos, fissurados, língua em framboesa), exantema polimorfo, linfadenopatia cervical unilateral (geralmente > 1,5 cm) e alterações nas extremidades (edema e eritema nas mãos e pés na fase aguda, seguido por descamação periungueal na fase subaguda). A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada que leva à inflamação dos vasos sanguíneos de médio calibre. O tratamento padrão para a Doença de Kawasaki é a administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única e aspirina em dose anti-inflamatória, seguida por dose antiplaquetária. O tratamento deve ser iniciado idealmente nos primeiros 10 dias de febre para reduzir significativamente o risco de aneurismas coronarianos. O acompanhamento cardiológico com ecocardiogramas seriados é essencial para monitorar a saúde das artérias coronárias e detectar possíveis complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Doença de Kawasaki?

Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias e a presença de 4 dos 5 achados: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orais (lábios vermelhos/fissurados, língua em framboesa), exantema polimorfo, linfadenopatia cervical (>1,5 cm) e alterações de extremidades (edema/eritema nas mãos e pés, descamação periungueal).

Qual a principal complicação da Doença de Kawasaki e como preveni-la?

A principal complicação é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio ou morte súbita. O tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e aspirina é crucial para reduzir esse risco.

Como diferenciar a Doença de Kawasaki de outras doenças exantemáticas?

A febre prolongada (>5 dias) e a combinação específica de achados clínicos (conjuntivite, alterações orais e de extremidades, linfadenopatia) são mais sugestivas de Kawasaki. Exames laboratoriais podem mostrar inflamação sistêmica elevada.

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