Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Menino de 2 anos e 5 meses de idade, previamente hígido, é levado ao pronto socorro com história de febre há 07 dias de até 39ºC. O responsável fala que a criança está com os olhos irritados e manchas pelo corpo há 48h, relata também que a criança não está aceitando comida (orofaringe hiperemiada ao exame físico), que tem um ''caroço'' no pescoço (linfonodo de aproximadamente 3 cm) e que está com dificuldade para deambular. A hipótese diagnóstica mais provável é?
Febre > 5 dias + 4 dos 5 critérios (conjuntivite, exantema, linfonodo, boca/garganta, extremidades) → Doença de Kawasaki.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada (> 5 dias) e pelo menos 4 dos 5 critérios clínicos principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações orofaríngeas, exantema polimorfo, linfadenopatia cervical e alterações de extremidades. A dificuldade para deambular pode indicar artralgia ou artrite, que é uma manifestação comum.
A Doença de Kawasaki (DK) é a vasculite sistêmica mais comum na infância, afetando predominantemente crianças menores de 5 anos. Sua etiologia é desconhecida, mas acredita-se que seja uma resposta imunológica anormal a um gatilho infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos. A DK é clinicamente importante devido ao risco de complicações cardíacas graves, principalmente o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a sequelas cardiovasculares a longo prazo. O diagnóstico da DK é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias e em 4 dos 5 critérios principais: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações orofaríngeas (lábios vermelhos e fissurados, língua em framboesa, hiperemia difusa da orofaringe), exantema polimorfo (maculopapular, urticariforme, escarlatiniforme), linfadenopatia cervical (geralmente unilateral e >1,5 cm) e alterações de extremidades (edema e eritema das mãos e pés na fase aguda, descamação periungueal na fase de convalescença). A artralgia ou artrite, como a dificuldade para deambular descrita, é uma manifestação comum. O tratamento da Doença de Kawasaki é uma emergência pediátrica e deve ser iniciado o mais rápido possível, idealmente nos primeiros 10 dias de febre, para prevenir as complicações coronarianas. A terapia padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única e ácido acetilsalicílico (AAS) em dose anti-inflamatória inicial, seguida por dose antiplaquetária. O acompanhamento cardiológico com ecocardiograma é fundamental para monitorar as artérias coronárias.
Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias e a presença de 4 dos 5 achados: conjuntivite bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral, exantema polimorfo, linfadenopatia cervical (geralmente unilateral >1,5 cm) e alterações de extremidades (edema, eritema, descamação periungueal).
A principal complicação é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, isquemia e morte súbita. O tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa reduz significativamente esse risco.
A diferenciação se baseia na combinação de febre prolongada e a presença de múltiplos critérios mucocutâneos e linfonodais. Ao contrário de muitas infecções virais, a Kawasaki não costuma ter etiologia viral clara e a febre persiste por mais tempo, com um quadro clínico mais específico.
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