IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Uma criança de 3 anos iniciou, há 6 dias, febre alta, hiperemia conjuntival bilateral não secretiva, ressecamento dos lábios, eritema de língua, gânglios palpáveis à esquerda da região cervical (não palpável à direita) e exantema maculopapular difuso. Sobre essa doença não se podemos afirmar que:
Kawasaki: Vasculite sistêmica, diagnóstico clínico. Tratamento = IVIG + AAS para prevenir aneurismas coronarianos.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite de médio calibre de etiologia desconhecida, não exclusivamente viral e não autolimitada sem tratamento. O tratamento com imunoglobulina intravenosa e AAS é crucial para prevenir a principal complicação: aneurismas coronarianos.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda, de médio calibre, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. Sua etiologia permanece desconhecida, embora se acredite em um gatilho infeccioso em indivíduos geneticamente predispostos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças nos países desenvolvidos, devido ao risco de formação de aneurismas coronarianos se não tratada adequadamente. O diagnóstico da Doença de Kawasaki é eminentemente clínico, baseado na presença de febre prolongada (≥ 5 dias) e pelo menos quatro dos cinco critérios principais: hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa, alterações de lábios e cavidade oral (lábios rachados, língua em framboesa), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema e eritema de mãos e pés, descamação periungueal) e linfadenopatia cervical unilateral. A biópsia de gânglio não é necessária para o diagnóstico. O tratamento visa reduzir a inflamação e prevenir a formação de aneurismas coronarianos. A terapia padrão consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS). A IVIG é administrada em dose única alta, e o AAS é iniciado em dose anti-inflamatória e, posteriormente, reduzido para dose antiplaquetária. O ecocardiograma é fundamental no momento do diagnóstico e no seguimento para monitorar as artérias coronárias. A afirmação de que a doença é autolimitada e requer apenas corticosteroides e sintomáticos é incorreta, pois a ausência de tratamento específico aumenta drasticamente o risco de complicações cardíacas graves.
Os critérios incluem febre por 5 ou mais dias, acompanhada de pelo menos 4 dos 5 sinais: hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa, alterações de lábios e cavidade oral (lábios ressecados, língua em framboesa), exantema polimorfo, alterações de extremidades (edema, eritema) e linfadenopatia cervical unilateral.
O tratamento padrão é a imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única alta, associada ao ácido acetilsalicílico (AAS) em dose anti-inflamatória, seguida de dose antiplaquetária. É crucial para reduzir a inflamação e, principalmente, prevenir a formação de aneurismas coronarianos, a complicação mais grave.
O ecocardiograma é essencial para avaliar a presença de aneurismas coronarianos no diagnóstico e durante o seguimento. Ele permite monitorar a evolução da doença e guiar a terapia, sendo repetido em momentos específicos após o diagnóstico para detectar complicações cardíacas.
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