Doença de Kawasaki: Ecocardiograma e Manejo Cardíaco

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Menino, 4 anos de idade, previamente hígido, trazido ao pronto-socorro com história, há 6 dias, de febre acima de 39°C, associada a exantema maculopapular, conjuntivite bilateral não dolorosa, edema de pés e mãos e linfadenopatia cervical unilateral. Nega alergias, nega alterações gastrointestinais, nega contato com pessoas doentes. Ao exame clínico: afebril, com enantema na oroscopia e exantema maculopapular em tronco e extremidades. Na ausculta cardíaca, sopro sistólico 3+/6+ em foco mitral. Indique o exame necessário para definição da terapêutica apropriada:

Alternativas

  1. A) Ecocardiograma
  2. B) Dosagem de complemento
  3. C) Strep test e cultura de orofaringe
  4. D) Painel viral

Pérola Clínica

Sopro cardíaco em Kawasaki → Ecocardiograma essencial para avaliar envolvimento coronariano e guiar tratamento.

Resumo-Chave

A presença de sopro cardíaco em um paciente com suspeita de Doença de Kawasaki é um sinal de alerta para possível envolvimento cardíaco, tornando o ecocardiograma um exame mandatório para avaliar a extensão da vasculite coronariana e definir a terapêutica.

Contexto Educacional

A Doença de Kawasaki (DK) é a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância, e o envolvimento das artérias coronárias é a complicação mais grave e temida. A presença de um sopro cardíaco, como descrito no enunciado, é um sinal de alerta que indica a necessidade urgente de avaliação cardíaca. O ecocardiograma é o exame padrão-ouro para detectar e monitorar o envolvimento coronariano, incluindo dilatações e formação de aneurismas, que podem levar a eventos trombóticos, isquemia miocárdica e até morte súbita. A realização do ecocardiograma é crucial não apenas para o diagnóstico, mas também para a definição da terapêutica apropriada. O tratamento padrão com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS) visa reduzir a inflamação e prevenir a formação de aneurismas. A presença e a gravidade do envolvimento coronariano, avaliadas pelo ecocardiograma, podem influenciar a dose da IVIG, a duração do AAS e a necessidade de terapias adjuvantes. Residentes devem estar cientes da importância de uma avaliação cardíaca completa e precoce em todos os casos suspeitos de DK para otimizar o manejo e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Por que o ecocardiograma é fundamental na Doença de Kawasaki?

O ecocardiograma é essencial para avaliar o envolvimento das artérias coronárias, identificar dilatações ou aneurismas, e monitorar a função cardíaca, sendo crucial para o estadiamento da doença e a definição da conduta terapêutica.

Quais são as principais complicações cardíacas da Doença de Kawasaki?

As principais complicações incluem aneurismas de artérias coronárias, miocardite, pericardite, insuficiência valvular (especialmente mitral) e disfunção ventricular, que podem levar a eventos isquêmicos e infarto do miocárdio.

Como o ecocardiograma influencia a terapêutica da Doença de Kawasaki?

O ecocardiograma guia a decisão sobre a dose e a necessidade de imunoglobulina intravenosa (IVIG), a duração do tratamento com ácido acetilsalicílico (AAS) e a necessidade de terapias adicionais, como corticoides, em casos de envolvimento coronariano grave ou refratariedade.

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