SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
N.C.,5 anos, previamente hígida, é internada em um hospital terciário para a investigação de febre iniciada há 6 dias. Como sintomas associados, apresentava rash maculopapular, principalmente em tronco; hiperemia e lacrimejamento ocular; edema nas mãos e pés e linfoadenomegalia cervical indolor à esquerda, com diâmetro aproximado de 2 cm. Qual a complicação mais grave associada a esse quadro?
Febre > 5 dias + 4/5 critérios (rash, conjuntivite, linfonodo, boca/lábios, extremidades) em criança < 5 anos → Doença de Kawasaki. Complicação mais grave = vasculite coronariana.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, com febre prolongada e manifestações mucocutâneas. A complicação mais temida é a vasculite das artérias coronárias, que pode levar à formação de aneurismas, trombose e isquemia miocárdica, sendo a principal causa de doença cardíaca adquirida em crianças.
A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre prolongada (≥ 5 dias) e pelo menos quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas, rash polimorfo, alterações de extremidades e linfoadenopatia cervical. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada que leva à inflamação e dano endotelial, especialmente nas artérias de médio calibre. A complicação mais grave e temida é a vasculite das artérias coronárias, que pode resultar em aneurismas, estenoses, tromboses e, consequentemente, isquemia miocárdica ou infarto. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar o risco dessas complicações. O tratamento padrão consiste na administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única e aspirina em doses anti-inflamatórias, seguida por doses antiplaquetárias. A IVIG reduz a inflamação e a incidência de aneurismas coronarianos. O acompanhamento cardiológico com ecocardiogramas seriados é essencial para monitorar a saúde das artérias coronárias e detectar precocemente qualquer alteração.
Os critérios incluem febre por 5 dias ou mais, mais 4 dos 5 seguintes: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações orofaríngeas (lábios rachados, língua em framboesa), rash polimorfo, alterações de extremidades (edema, eritema, descamação) e linfoadenopatia cervical.
A vasculite coronariana pode levar à formação de aneurismas nas artérias coronárias, que aumentam o risco de trombose, estenose e infarto do miocárdio, resultando em morbidade e mortalidade significativas a longo prazo.
O tratamento inicial consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única alta e aspirina em dose anti-inflamatória. O objetivo principal é reduzir a inflamação e prevenir a formação de aneurismas coronarianos.
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