Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Criança de 2 anos com febre há 8 dias, sem melhora com antibioticoterapia de largo espectro que está usando há 5 dias. Apresenta língua em framboesa, lábios hiperemiados, ressecados e com fissuras, linfadenomegalia cervical, congestão ocular bilateral, hiperemia palmar e plantar com edema indurado de mãos. O diagnóstico mais provável é:
Febre > 5 dias + 4 dos 5 critérios (conjuntivite, boca/lábios, rash, linfonodo, extremidades) → Doença de Kawasaki.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada (>5 dias) e pelo menos 4 dos 5 critérios principais: alterações de extremidades, rash polimorfo, linfadenopatia cervical, conjuntivite bilateral não exsudativa e alterações orais (língua em framboesa, lábios fissurados).
A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente crianças menores de 5 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir as complicações cardiovasculares, especialmente os aneurismas de artérias coronárias. O diagnóstico da DK é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias, acompanhada de quatro dos cinco critérios principais: alterações nas extremidades (edema e eritema de mãos e pés, descamação periungueal), exantema polimorfo, linfadenopatia cervical não supurativa, conjuntivite bilateral não exsudativa e alterações orais (lábios hiperemiados e fissurados, língua em framboesa, hiperemia da orofaringe). A ausência de resposta a antibióticos é um forte indício. O tratamento padrão ouro envolve a administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ácido acetilsalicílico (AAS). A IVIG reduz a inflamação e o risco de aneurismas coronarianos, enquanto o AAS atua como anti-inflamatório e, posteriormente, como antiplaquetário. O início do tratamento nos primeiros 10 dias de febre é fundamental para otimizar o prognóstico e reduzir a incidência de complicações cardíacas.
Os critérios incluem febre por pelo menos 5 dias, associada a 4 dos 5 achados principais: alterações de extremidades (edema, eritema), exantema polimorfo, linfadenopatia cervical (>1,5 cm), conjuntivite bilateral não exsudativa e alterações orais (lábios fissurados, língua em framboesa).
A principal e mais grave complicação da Doença de Kawasaki não tratada é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, isquemia miocárdica e morte súbita.
O tratamento de primeira linha consiste na administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) em dose única alta e ácido acetilsalicílico (AAS) em doses anti-inflamatórias, seguido por doses antiplaquetárias. O tratamento deve ser iniciado idealmente nos primeiros 10 dias de febre.
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