HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Um paciente de 2 anos de idade apresenta quadro de febre persistente há sete dias, eritema labial, hiperemia difusa de mucosa orofaríngea e proeminência das papilas linguais, bem como hiperemia conjuntival bilateral, não purulenta, indolor. Além disso, tem também hiperemia palmar, edema de dorso de mãos e pés, exantema polimórfico, sem vesículas em tronco e períneo, e linfadenopatia cervical medindo 1,5 cm, unilateral. Exames laboratoriais indicaram leucocitose com neutrofilia (> 15.000 mm³), trombocitose (> 450.000 mm³) e elevação de provas de atividade inflamatória (VHS e PCR). No que se refere ao melhor diagnóstico e à conduta nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Febre > 5 dias + 4/5 critérios (conjuntivite, boca/lábios, exantema, mãos/pés, linfonodo) → Doença de Kawasaki.
A Doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda da infância, caracterizada por febre prolongada e inflamação de vasos sanguíneos, com risco de aneurismas coronarianos. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos, e o tratamento precoce com imunoglobulina intravenosa e AAS é vital para prevenir complicações cardíacas.
A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente crianças menores de 5 anos. É a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. A importância de seu reconhecimento reside no risco de desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, uma complicação grave que pode levar a morbidade e mortalidade significativas se não tratada precocemente. O diagnóstico da DK é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos cinco dias, acompanhada de quatro dos cinco critérios principais: hiperemia conjuntival bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral (eritema, fissuras labiais, língua em framboesa), exantema polimórfico, alterações de extremidades (edema e eritema de mãos e pés na fase aguda, descamação periungueal na fase subaguda) e linfadenopatia cervical unilateral. Exames laboratoriais frequentemente mostram leucocitose com neutrofilia, trombocitose (na fase subaguda) e elevação de marcadores inflamatórios como VHS e PCR. O tratamento padrão-ouro consiste na administração de imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) em dose única, associada a ácido acetilsalicílico (AAS) em doses altas na fase aguda e baixas na fase de convalescença. A IVIG reduz significativamente o risco de aneurismas coronarianos, especialmente se administrada nos primeiros 10 dias de doença. O acompanhamento cardiológico com ecocardiogramas seriados é fundamental para monitorar a saúde das artérias coronárias e detectar precocemente qualquer complicação.
O diagnóstico requer febre por pelo menos 5 dias, associada a 4 dos 5 critérios principais: hiperemia conjuntival bilateral não purulenta, alterações de lábios e cavidade oral (língua em framboesa, eritema labial), exantema polimórfico, alterações de extremidades (edema, eritema palmar/plantar) e linfadenopatia cervical unilateral.
O tratamento de primeira linha é a imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) em dose única, associada a ácido acetilsalicílico (AAS) em dose alta na fase aguda e dose baixa na fase de convalescença. O objetivo é reduzir a inflamação e prevenir aneurismas coronarianos.
A complicação mais grave e temida é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, isquemia miocárdica ou morte súbita. Outras complicações incluem miocardite, pericardite e valvulite.
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