UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Sobre as diferenças na doença isquêmica do coração entre homens e mulheres, publicada no Posicionamento sobre Doença Isquêmica do Coração (DIC) – Mulher no Centro do Cuidado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2023, assinale a alternativa correta.
A doença isquêmica do coração (DIC) em mulheres apresenta características distintas em comparação com os homens, que são cruciais para o diagnóstico e manejo adequados. Historicamente, a DIC foi mais estudada em homens, levando a uma subestimação e subdiagnóstico em mulheres. No entanto, diretrizes e posicionamentos recentes, como o da Sociedade Brasileira de Cardiologia, têm enfatizado essas diferenças. Mulheres tendem a desenvolver DIC em idade mais avançada, frequentemente com um perfil de comorbidades mais complexo, incluindo diabetes, hipertensão e doenças autoimunes, que podem influenciar a apresentação clínica e o prognóstico. Além disso, os sintomas de infarto agudo do miocárdio (IAM) podem ser atípicos, com maior prevalência de fadiga, dispneia e desconforto em outras regiões, em vez da dor torácica clássica. Essas particularidades contribuem para atrasos no diagnóstico e tratamento, resultando em piores desfechos cardiovasculares, incluindo maior mortalidade pós-IAM em mulheres. Para residentes, é imperativo reconhecer essas diferenças de gênero na DIC para otimizar a abordagem diagnóstica, terapêutica e preventiva, garantindo um cuidado equitativo e eficaz.
Mulheres são mais propensas a apresentar sintomas como fadiga, dispneia, náuseas, vômitos, dor nas costas ou mandíbula, em vez da dor torácica clássica.
Fatores incluem diagnóstico tardio devido a sintomas atípicos, maior idade e carga de comorbidades no momento do evento, e diferenças na resposta ao tratamento e na fisiopatologia da doença.
Sim, mulheres podem ter maior prevalência de disfunção microvascular e aterosclerose não obstrutiva, além de artérias coronárias menores, o que pode influenciar o diagnóstico e a revascularização.
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