UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Paciente de 28 anos, apresenta febre elevada e dor no baixo-ventre. Ao toque bimanual, refere dor à mobilização do colo uterino. Palpa-se anexos empastados e intensamente dolorosos. Os exames mostram leucócitos = 12.000, com desvio à esquerda, VHS e proteína C reativa elevados. A ultrassonografia transvaginal revela líquido espesso, em pequena quantidade, livre na pelve. A conduta imediata deve ser:
DIP grave/moderada com sinais sistêmicos → Antibiótico parenteral amplo espectro (aeróbios + anaeróbios) é a conduta inicial.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino. Em casos de apresentação mais grave, com febre, leucocitose e sinais de peritonite pélvica (anexos empastados, dor à mobilização do colo), a conduta inicial é a antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, cobrindo aeróbios e anaeróbios, antes de considerar intervenções cirúrgicas para coleções maiores.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção polimicrobiana do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, sendo uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor anexial, com exames complementares auxiliando na confirmação e exclusão de diferenciais. A ultrassonografia pode revelar espessamento das tubas, líquido livre ou formação de abscesso tubo-ovariano. O manejo da DIP depende da gravidade. Casos leves podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais. No entanto, pacientes com febre elevada, sinais de peritonite, falha do tratamento oral, gravidez, imunodeficiência ou suspeita de abscesso tubo-ovariano devem ser internadas para antibioticoterapia parenteral. O tratamento deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e bactérias anaeróbias e aeróbias da flora vaginal. A escolha do antibiótico deve considerar a cobertura para esses agentes, sendo a combinação de um cefalosporina de segunda ou terceira geração com metronidazol, ou clindamicina com gentamicina, opções eficazes. A intervenção cirúrgica, como laparoscopia ou laparotomia, é indicada em situações específicas, como ausência de resposta ao tratamento clínico após 48-72 horas, ruptura de abscesso tubo-ovariano, ou quando há suspeita de outras patologias que requerem exploração cirúrgica. A drenagem percutânea guiada por imagem pode ser considerada para abscessos maiores. A monitorização da resposta ao tratamento é crucial, e o seguimento adequado é fundamental para prevenir sequelas a longo prazo.
Os principais sinais e sintomas da DIP aguda incluem dor no baixo-ventre, febre, corrimento vaginal anormal, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e marcadores inflamatórios elevados.
A conduta inicial para DIP grave, especialmente com sinais sistêmicos como febre alta e leucocitose, é a antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, cobrindo bactérias aeróbias e anaeróbias. Esquemas comuns incluem cefoxitina ou clindamicina com gentamicina.
A intervenção cirúrgica (laparoscopia ou laparotomia) é geralmente reservada para casos de falha do tratamento clínico com antibióticos, abscessos tubo-ovarianos volumosos com risco de ruptura, ruptura de abscesso, ou quando há incerteza diagnóstica e suspeita de outras condições cirúrgicas.
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