DIP Ambulatorial: Tratamento de Primeira Linha

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao tratamento da doença inflamatória pélvica (DIP), qual das seguintes opções terapêuticas é considerada como a primeira linha para pacientes ambulatoriais com DIP não complicada?

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia com amoxicilina e ácido clavulânico.
  2. B) Hospitalização com antibióticos intravenosos.
  3. C) Antibioticoterapia com ceftriaxona e doxiciclina.
  4. D) Terapia com antivirais, caso haja suspeita de infecção viral.

Pérola Clínica

DIP ambulatorial não complicada → Ceftriaxona (IM) + Doxiciclina (VO) ± Metronidazol (VO).

Resumo-Chave

O tratamento da DIP ambulatorial não complicada visa cobrir os principais patógenos envolvidos, como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, além de anaeróbios. A combinação de ceftriaxona (dose única IM) e doxiciclina (por 14 dias VO) é a terapia de primeira linha recomendada, podendo-se adicionar metronidazol para cobertura anaeróbia.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A maioria dos casos é causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que ascendem do trato genital inferior, sendo Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis os patógenos mais comuns. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Exames complementares como ultrassonografia pélvica, exames laboratoriais (leucocitose, VHS e PCR elevados) e testes para ISTs auxiliam na confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir sequelas a longo prazo. Para pacientes ambulatoriais com DIP não complicada, as diretrizes recomendam um regime antibiótico que cubra os principais patógenos. A combinação de ceftriaxona (dose única intramuscular) para N. gonorrhoeae e doxiciclina (oral por 14 dias) para C. trachomatis é a terapia de primeira linha. O metronidazol (oral por 14 dias) pode ser adicionado para ampliar a cobertura contra anaeróbios, especialmente em casos de vaginose bacteriana concomitante ou abscesso.

Perguntas Frequentes

Qual a etiologia mais comum da doença inflamatória pélvica?

A DIP é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis ascendentes, principalmente por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, mas também pode envolver bactérias da flora vaginal e intestinal, como anaeróbios.

Quando a hospitalização é indicada para pacientes com DIP?

A hospitalização é indicada para gestantes, pacientes com DIP grave, abscesso tubo-ovariano, falha no tratamento ambulatorial, imunodeficiência, ou quando o diagnóstico é incerto e outras condições cirúrgicas não podem ser excluídas.

Por que a combinação de ceftriaxona e doxiciclina é a primeira linha?

Essa combinação oferece ampla cobertura para os principais patógenos da DIP: a ceftriaxona trata N. gonorrhoeae e a doxiciclina é eficaz contra C. trachomatis e outros patógenos atípicos. O metronidazol pode ser adicionado para anaeróbios.

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