DIP Grave: Manejo Hospitalar e Tratamento Essencial

CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher sexualmente ativa, em uso de contraceptivo hormonal, chega na emergência se queixando e dor pélvica, com piora progressiva, febre, abdome distendido, leucocitose, ultrassonografia mostrando líquido livre na pelve e anexo aumentado de volume. Qual seria a conduta mais acertada?

Alternativas

  1. A) Internação, antibioticoterapia, Ultrassonografia evolutiva
  2. B) Cirurgia imediata
  3. C) Internação, antibioticoterapia prévia e cirurgia
  4. D) Prescrever anti-inflamatórios, analgésicos e repetir a ultrassonografia após 1 semana

Pérola Clínica

DIP com sinais de gravidade (febre, leucocitose, massa anexial) → Internação + ATB IV + USG evolutiva.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior. Em casos com sinais de gravidade como febre, leucocitose e massa anexial, a internação hospitalar para antibioticoterapia intravenosa é fundamental para evitar complicações sérias como abscesso tubo-ovariano e sepse. A ultrassonografia evolutiva monitora a resposta ao tratamento e a possível formação ou progressão de abscessos.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das causas mais comuns de dor pélvica aguda em mulheres jovens e sexualmente ativas, com uma prevalência significativa e impacto na saúde reprodutiva. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas graves. A fisiopatologia da DIP geralmente envolve a ascensão de microrganismos da vagina e colo do útero para o trato genital superior. Os agentes etiológicos mais comuns são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas outras bactérias aeróbias e anaeróbias também podem estar envolvidas. A suspeita clínica surge com dor pélvica, febre, corrimento vaginal, dispareunia e dor à mobilização do colo uterino. Exames laboratoriais como leucocitose e marcadores inflamatórios elevados, juntamente com achados de imagem como líquido livre na pelve ou anexos aumentados, corroboram o diagnóstico. O tratamento da DIP varia conforme a gravidade. Casos leves podem ser tratados ambulatorialmente com antibioticoterapia oral. No entanto, a presença de sinais de gravidade, como febre alta, leucocitose acentuada, evidência de abscesso ou falha do tratamento oral, exige internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. A ultrassonografia é essencial para guiar o manejo, identificar complicações e monitorar a resposta ao tratamento, podendo indicar a necessidade de intervenção cirúrgica em casos de abscessos grandes ou ruptura.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para internação hospitalar em casos de Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios de internação para DIP incluem falha do tratamento ambulatorial, gestação, imunodeficiência, suspeita de abscesso tubo-ovariano, doença grave (febre alta, náuseas/vômitos, dor intensa), incapacidade de tolerar medicação oral e incerteza diagnóstica.

Qual a importância da ultrassonografia na avaliação e acompanhamento da DIP?

A ultrassonografia é crucial para avaliar a extensão da infecção, identificar a presença de abscesso tubo-ovariano, hidrossalpinge ou líquido livre na pelve, e monitorar a resposta ao tratamento, auxiliando na decisão de condutas adicionais, como drenagem.

Quais são as principais complicações da Doença Inflamatória Pélvica não tratada adequadamente?

As complicações da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade devido a danos tubários, gravidez ectópica, abscesso tubo-ovariano (que pode romper e causar peritonite) e, em casos graves, sepse e morte.

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