Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Paciente com DIP (Doença Inflamatória Pélvica) cursando com achado vídeolaparoscópico de salpingite aguda com peritonite, sem abscesso, é classificada em estádio:
DIP com salpingite aguda + peritonite, sem abscesso = Estádio II (Monif).
O estadiamento da DIP é crucial para guiar o tratamento. A presença de peritonite pélvica, mesmo sem abscesso, indica um acometimento mais extenso do que a salpingite simples, classificando a doença como Estádio II, o que frequentemente exige internação e antibioticoterapia intravenosa.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários, que pode levar a sérias complicações reprodutivas. É uma condição comum, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas, e seu diagnóstico e estadiamento corretos são cruciais para um manejo adequado. O estadiamento da DIP é tradicionalmente feito pela classificação de Monif, que categoriza a doença em quatro estádios. O Estádio I envolve salpingite aguda sem peritonite, enquanto o Estádio II é caracterizado por salpingite aguda com peritonite, mas sem formação de abscesso. O Estádio III inclui abscesso tubo-ovariano e o Estádio IV, abscesso roto. O reconhecimento da peritonite pélvica, mesmo sem abscesso, eleva o estadiamento para Estádio II, indicando uma maior gravidade e frequentemente exigindo internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa. Um tratamento precoce e agressivo é essencial para prevenir sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica.
O estadiamento da DIP geralmente segue a classificação de Monif, que divide a doença em quatro estádios com base na extensão da infecção e presença de complicações como peritonite ou abscesso.
A peritonite pélvica indica uma disseminação da infecção para além das tubas uterinas, caracterizando um acometimento mais grave e justificando a classificação em um estádio mais avançado (Estádio II ou superior).
O estadiamento da DIP é fundamental para determinar a necessidade de internação, a via de administração dos antibióticos (oral ou intravenosa) e a possibilidade de intervenção cirúrgica em casos mais graves.
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