UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Considerando a doença inflamatória pélvica como sendo um conjunto de processos inflamatórios da região pélvica. Podemos afirmar, exceto:
DIP: Fatores de risco incluem idade jovem (<25 anos), múltiplos parceiros e ISTs prévias; patógenos comuns são Chlamydia e Neisseria.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma complicação comum de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente em mulheres jovens (<25 anos) com múltiplos parceiros. Os patógenos mais frequentes são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variável, e o diagnóstico pode ser auxiliado por exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba um espectro de processos inflamatórios e infecciosos do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e abscesso tubo-ovariano. É uma das complicações mais comuns e graves das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com alta prevalência em mulheres jovens e sexualmente ativas. A fisiopatologia da DIP geralmente envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior. Os principais agentes etiológicos são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae, que causam uma resposta inflamatória intensa. Os fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, atividade sexual desprotegida, história de ISTs e idade inferior a 25 anos, devido à maior suscetibilidade do epitélio cervical. O quadro clínico da DIP é bastante variável, podendo ir desde casos assintomáticos até dor abdominal intensa, febre, secreção vaginal purulenta, dispareunia e sangramento uterino anormal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios maiores e menores, e pode ser complementado por exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, que pode revelar alterações inflamatórias ou a formação de abscessos. O tratamento é feito com antibioticoterapia, e a detecção e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações como infertilidade e dor pélvica crônica.
Os patógenos mais frequentemente associados à DIP são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae. Outros microrganismos, como bactérias da flora vaginal e anaeróbios, também podem estar envolvidos, especialmente em casos de infecção polimicrobiana.
Os fatores de risco mais importantes incluem idade jovem (geralmente <25 anos), múltiplos parceiros sexuais, atividade sexual desprotegida, história prévia de infecção sexualmente transmissível (IST) ou de DIP, e instrumentação uterina recente.
A ultrassonografia transvaginal é um critério específico de diagnóstico e pode evidenciar achados como espessamento das tubas uterinas (salpingite), líquido livre na pelve, e a presença de abscesso tubo-ovariano, que é uma complicação grave da DIP.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo