Doença Inflamatória Pélvica: Fatores de Risco e Diagnóstico

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Considerando a doença inflamatória pélvica como sendo um conjunto de processos inflamatórios da região pélvica. Podemos afirmar, exceto:

Alternativas

  1. A) É uma das principais complicações das infecções sexualmente transmissíveis.
  2. B) Podemos citar como fatores de risco: múltiplos parceiros sexuais, atividade sexual desprotegida, história passada de infecção sexualmente transmissível e idade adulta (maior que 25 anos).
  3. C) Entre os patógenos mais frequentes podemos citar a Chlamydia trachomatis, seguida da Neisseria gonorrhoeae.
  4. D) O quadro clínico pode ser variável desde pacientes assintomáticos a quadro de dor abdominal intensa, febre, secreção vaginal purulenta e dispareunia.
  5. E) Entre os critérios específicos de diagnóstico podemos citar a ultrassonografia transvaginal com evidência de abscesso tubo ovariano.

Pérola Clínica

DIP: Fatores de risco incluem idade jovem (<25 anos), múltiplos parceiros e ISTs prévias; patógenos comuns são Chlamydia e Neisseria.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma complicação comum de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente em mulheres jovens (<25 anos) com múltiplos parceiros. Os patógenos mais frequentes são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variável, e o diagnóstico pode ser auxiliado por exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba um espectro de processos inflamatórios e infecciosos do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e abscesso tubo-ovariano. É uma das complicações mais comuns e graves das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com alta prevalência em mulheres jovens e sexualmente ativas. A fisiopatologia da DIP geralmente envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior. Os principais agentes etiológicos são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae, que causam uma resposta inflamatória intensa. Os fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, atividade sexual desprotegida, história de ISTs e idade inferior a 25 anos, devido à maior suscetibilidade do epitélio cervical. O quadro clínico da DIP é bastante variável, podendo ir desde casos assintomáticos até dor abdominal intensa, febre, secreção vaginal purulenta, dispareunia e sangramento uterino anormal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios maiores e menores, e pode ser complementado por exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, que pode revelar alterações inflamatórias ou a formação de abscessos. O tratamento é feito com antibioticoterapia, e a detecção e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações como infertilidade e dor pélvica crônica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais patógenos associados à Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os patógenos mais frequentemente associados à DIP são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae. Outros microrganismos, como bactérias da flora vaginal e anaeróbios, também podem estar envolvidos, especialmente em casos de infecção polimicrobiana.

Quais são os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de DIP?

Os fatores de risco mais importantes incluem idade jovem (geralmente <25 anos), múltiplos parceiros sexuais, atividade sexual desprotegida, história prévia de infecção sexualmente transmissível (IST) ou de DIP, e instrumentação uterina recente.

Como a ultrassonografia transvaginal pode auxiliar no diagnóstico da DIP?

A ultrassonografia transvaginal é um critério específico de diagnóstico e pode evidenciar achados como espessamento das tubas uterinas (salpingite), líquido livre na pelve, e a presença de abscesso tubo-ovariano, que é uma complicação grave da DIP.

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