UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Paciente de 31 anos de idade está no ambulatório com dor pélvica devido ao diagnóstico de doença inflamatória pélvica. A paciente faz uso de carbamazepina e usa como método contraceptivo o dispositivo intrauterino de cobre (TCu380A) que foi inserido há 7 anos. Realizada ultrassonografia transvaginal que detectou dispositivo intrauterino normoposicionado e ausência de piossalpinge. Para o caso descrito, de acordo com orientações da Organização mundial de saúde, a melhor conduta é:
DIP com DIU de cobre normoposicionado: não há necessidade de retirar o DIU; tratar com antibióticos adequados.
O DIU de cobre não aumenta o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) após os primeiros 20 dias da inserção. Em caso de DIP diagnosticada em uma paciente com DIU normoposicionado, a conduta recomendada pela OMS é manter o dispositivo e iniciar o tratamento antibiótico adequado, sem a necessidade de remoção do DIU.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino que pode causar dor pélvica crônica, infertilidade e gravidez ectópica. A relação entre DIP e o uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) é um tópico importante na ginecologia. É crucial entender que o DIU de cobre, após o período inicial de 20 dias da inserção, não aumenta o risco de DIP. A infecção geralmente está associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. No cenário de uma paciente com DIP e DIU de cobre normoposicionado, a ultrassonografia transvaginal é útil para descartar complicações como piossalpinge ou abscesso. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) são claras ao afirmar que a remoção do DIU não é necessária nesses casos. A prioridade é o tratamento imediato e adequado da infecção com antibióticos de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns. O tratamento da DIP geralmente envolve esquemas antibióticos que podem ser orais ou endovenosos, dependendo da gravidade do quadro. A manutenção do DIU, quando normoposicionado e sem complicações graves, permite que a paciente continue com o método contraceptivo eficaz, evitando interrupções desnecessárias e riscos associados a uma nova inserção. A orientação e o seguimento ambulatorial são fundamentais para a recuperação completa e para a prevenção de futuras infecções.
O DIU de cobre pode aumentar o risco de DIP apenas nos primeiros 20 dias após a inserção. Após esse período inicial, o risco de DIP em usuárias de DIU é semelhante ao de mulheres que não utilizam o método.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há necessidade de retirar o DIU de cobre em pacientes com DIP e dispositivo normoposicionado. O tratamento deve ser feito com antibióticos adequados para a doença inflamatória pélvica.
A retirada do DIU pode ser considerada em casos de DIP grave que não responde ao tratamento antibiótico inicial, presença de abscesso tubo-ovariano ou se o DIU foi inserido muito recentemente (nas últimas 3 semanas).
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