UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Mulher de 24 anos, nuligesta, da entrada na emergência de um hospital com dor pélvica intensa e febre há 1 dia. Refere ainda corrimento vaginal amarelo e fétido. Não faz uso de métodos contraceptivos e tem vida sexual ativa. O exame mostra temperatura axilar de 38°C, dor a palpação abdominal inferior, principalmente em fossas ilíacas. O toque vaginal bimanual mostrou intensa dor à mobilização do colo e anexos. Baseado no quadro acima, qual a hipótese diagnóstica, agentes etiológicos mais prováveis e tratamento, respectivamente
Dor pélvica, febre, corrimento, dor à mobilização do colo/anexos → DIP. Etiologia: Chlamydia/Gonorreia. Tratamento: Ceftriaxona + Doxiciclina + Metronidazol.
O quadro clínico de dor pélvica intensa, febre, corrimento e dor à mobilização do colo e anexos é altamente sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Os principais agentes etiológicos são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, e o tratamento empírico deve cobrir esses patógenos e anaeróbios.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba a inflamação do trato genital superior feminino, incluindo o útero (endometrite), as tubas uterinas (salpingite) e os ovários (ooforite), podendo levar à formação de abscessos tubo-ovarianos. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com importantes consequências para a saúde reprodutiva, como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor pélvica inferior, febre, corrimento vaginal anormal e, crucialmente, dor à mobilização do colo uterino e/ou à palpação dos anexos no exame bimanual. A história de múltiplos parceiros sexuais e ausência de métodos contraceptivos aumentam a suspeita. Os agentes etiológicos mais prováveis são as infecções sexualmente transmissíveis, com destaque para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, embora outros microrganismos, incluindo anaeróbios, também possam estar envolvidos. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente o mais rápido possível para prevenir sequelas. O esquema recomendado pela maioria das diretrizes inclui uma combinação de antibióticos para cobrir os principais patógenos: uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) para N. gonorrhoeae, doxiciclina para C. trachomatis e metronidazol para cobrir anaeróbios e Gardnerella vaginalis. O tratamento pode ser ambulatorial ou hospitalar, dependendo da gravidade do quadro e da presença de complicações.
Os critérios mínimos para DIP incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos. Critérios adicionais como febre, corrimento purulento, leucocitose e elevação de PCR/VHS apoiam o diagnóstico.
Os agentes etiológicos mais comuns da DIP são as bactérias sexualmente transmissíveis, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Microrganismos anaeróbios e bactérias da flora vaginal também podem estar envolvidos.
O tratamento empírico para DIP geralmente envolve uma combinação de antibióticos para cobrir os principais patógenos: uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) para N. gonorrhoeae, Doxiciclina (para clamídia) e Metronidazol (para anaeróbios e outras bactérias).
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