UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente deu entrada na UPA, queixando-se de febre há dois dias, dor em baixo ventre e disúria. No exame ginecológico, paciente relatou dor forte à mobilização uterina e foi observada hiperemia de mucosa vaginal e colo uterino, além da presença de muco purulento. Com base no caso apresentado, o agente etiológico mais provável de estar causando este quadro é
DIP → dor pélvica, dor à mobilização uterina, muco purulento = Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae.
O quadro clínico de dor em baixo ventre, disúria, febre e, principalmente, dor à mobilização uterina e presença de muco purulento no colo, é altamente sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são os principais agentes etiológicos, sendo a Chlamydia mais prevalente e frequentemente assintomática ou com sintomas mais brandos, mas que podem evoluir para DIP.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas, ovários e estruturas adjacentes. É uma das causas mais comuns de dor pélvica crônica, infertilidade e gravidez ectópica, sendo uma condição de grande importância na saúde da mulher. A incidência varia, mas é mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas. O diagnóstico da DIP é clínico, baseado em sintomas como dor abdominal inferior, febre, corrimento vaginal anormal e dor à mobilização uterina e anexial no exame ginecológico. A presença de muco purulento no colo uterino e hiperemia são achados que reforçam a suspeita. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que causam inflamação e infecção nos órgãos pélvicos. O tratamento da DIP é empírico e deve ser iniciado precocemente para prevenir sequelas. Geralmente envolve antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir os principais patógenos, como ceftriaxona associada a doxiciclina, com ou sem metronidazol. O prognóstico depende da gravidade da infecção e da rapidez do tratamento, sendo crucial a adesão para evitar complicações a longo prazo.
Os principais sinais e sintomas da DIP incluem dor pélvica em baixo ventre, febre, disúria, dor à mobilização uterina no exame ginecológico, hiperemia de mucosa vaginal e colo uterino, e presença de muco purulento.
A dor à mobilização uterina, também conhecida como "sinal do candelabro", é um achado clínico clássico e muito sugestivo de inflamação dos órgãos pélvicos superiores, como trompas e ovários, sendo um critério diagnóstico importante para a DIP.
Os agentes etiológicos mais comuns da DIP são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que ascendem do trato genital inferior. Outros microrganismos como bactérias anaeróbias e flora vaginal também podem estar envolvidos.
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