PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
Mulher, 40 anos de idade, foi atendida na Emergência por apresentar dor pélvica há um dia. Primípara com parto normal há 4 anos. Refere ciclos menstruais regulares, última menstruação há oito dias. Método contraceptivo: coito interrompido. Também refere aparecimento de secreção amarelada por via vaginal, há três dias. O quadro clínico apresentado pela paciente pode evoluir com as seguintes sequelas:
Dor pélvica + secreção amarelada + coito interrompido → DIP suspeita → sequelas: dor pélvica crônica, infertilidade, obstrução tubária.
O quadro de dor pélvica associado a secreção vaginal amarelada, em uma mulher com método contraceptivo de baixa eficácia (coito interrompido), sugere fortemente uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP). As sequelas mais comuns da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade e obstrução tubária, devido à inflamação e fibrose nas tubas uterinas.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, afetando útero, tubas uterinas e ovários. É uma das principais causas de morbidade ginecológica, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas. A epidemiologia está fortemente ligada à prevalência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A fisiopatologia envolve a infecção e inflamação dos órgãos pélvicos, que pode levar à formação de abcessos e aderências. O diagnóstico é clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor à palpação anexial, sendo a secreção vaginal purulenta um achado comum. A suspeita deve ser alta em mulheres com fatores de risco para ISTs e métodos contraceptivos de baixa eficácia. O tratamento é com antibióticos de amplo espectro. As sequelas são significativas e incluem dor pélvica crônica, infertilidade (devido à obstrução tubária e hidrossalpinge) e risco aumentado de gravidez ectópica. A prevenção e o tratamento precoce das ISTs são fundamentais para reduzir a incidência e as complicações da DIP.
Os principais fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, histórico de ISTs, uso de DIU (especialmente nos primeiros meses), e práticas sexuais sem proteção, como o coito interrompido.
A inflamação nas tubas uterinas causada pela DIP pode levar à formação de aderências e cicatrizes, resultando em obstrução tubária e dificultando a passagem do óvulo ou do espermatozoide, causando infertilidade.
As manifestações incluem dor pélvica (geralmente bilateral), dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação anexial, febre, secreção vaginal purulenta e sangramento uterino anormal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo