UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, 24 anos de idade, previamente hígida, busca atendimento médico com queixa de dor pélvica associada a corrimento vaginal de odor fétido, há 5 dias. Relata também dispareunia de profundidade e febre, nos últimos 2 dias. A paciente tem a vida sexual ativa, com múltiplos parceiros e não faz uso regular de preservativo. Ao exame físico, nota-se dor à palpação dos quadrantes inferiores, presença de secreção purulenta no orifício cervical e dor ao toque bimanual. Em relação a esse caso, considere as afirmativas a seguir.I. A citologia oncótica pode ser um método utilizado para a detecção de diversas infecções sexualmente transmissíveis.II. O tratamento da doença inflamatória pélvica (DIP) deve ser iniciado precocemente para evitar complicações, como infertilidade e abscessos tubo-ovarianos.III. O quadro clínico apresentado é sugestivo de doença inflamatória pélvica (DIP), uma infecção sexualmente transmissível causada, comumente, pela Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.IV. Pacientes que apresentam comportamento de risco devem ser testadas para HIV e sífilis, entre outras infecções sexualmente transmissíveis. Assinale a alternativa correta
DIP = dor pélvica, corrimento, febre, dor à mobilização cervical; tratar precoce para evitar infertilidade.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente causada por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico é clínico e o tratamento precoce é essencial para prevenir complicações graves como infertilidade e dor pélvica crônica.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica resultante da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das infecções ginecológicas mais comuns e uma causa significativa de morbidade reprodutiva, sendo mais prevalente em mulheres jovens e sexualmente ativas com múltiplos parceiros e sem uso regular de preservativo. O quadro clínico típico da DIP inclui dor pélvica, corrimento vaginal de odor fétido, dispareunia de profundidade e febre. Ao exame físico, são encontrados dor à palpação abdominal, secreção purulenta no orifício cervical e dor à mobilização do colo e toque bimanual. Os principais agentes etiológicos são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, embora outros microrganismos também possam estar envolvidos. O tratamento da DIP deve ser iniciado precocemente, geralmente com antibioticoterapia empírica de amplo espectro, para evitar complicações graves como infertilidade tubária, gravidez ectópica e formação de abscessos tubo-ovarianos. Além disso, pacientes com comportamento de risco devem ser rastreadas para outras infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis, e a citologia oncótica pode auxiliar na detecção de algumas ISTs.
O diagnóstico de DIP é principalmente clínico, baseado em dor pélvica baixa, dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação anexial e/ou dor à palpação uterina. Critérios adicionais incluem febre, corrimento vaginal ou cervical purulento, leucocitose e aumento de VHS/PCR.
Os principais agentes etiológicos da DIP são bactérias sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Outros microrganismos como Mycoplasma genitalium e bactérias da flora vaginal também podem estar envolvidos.
As complicações a longo prazo da DIP incluem infertilidade tubária, gravidez ectópica, dor pélvica crônica e formação de abscessos tubo-ovarianos, que podem exigir intervenção cirúrgica.
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