UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Com base na relação entre dispositivo intrauterino (DIU) e doença inflamatória pélvica, assinale a alternativa correta.
DIP com DIU → não remover DIU de rotina; considerar remoção se sem melhora após 48-72h ATB.
A presença de DIU não exige sua remoção imediata em casos de DIP, pois o risco de infecção está mais associado à inserção. A retirada deve ser considerada apenas se não houver resposta clínica à antibioticoterapia após 48-72 horas.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. A relação entre o Dispositivo Intrauterino (DIU) e a DIP tem sido objeto de muitos estudos. Atualmente, sabe-se que o risco de DIP é maior nos primeiros 20 dias após a inserção do DIU, devido à potencial introdução de microrganismos durante o procedimento. Após esse período inicial, o DIU não aumenta o risco de DIP em mulheres com baixo risco de infecções sexualmente transmissíveis. Quando uma paciente com DIU desenvolve DIP, a conduta não é a remoção imediata do dispositivo. O tratamento padrão consiste em antibioticoterapia adequada, cobrindo os patógenos mais comuns (como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e bactérias anaeróbias). A remoção do DIU deve ser considerada apenas se não houver melhora clínica significativa após 48 a 72 horas de tratamento antibiótico. Estudos demonstraram que a remoção rotineira do DIU não melhora os resultados do tratamento da DIP e pode até complicar o manejo contraceptivo da paciente. Portanto, a manutenção do DIU é a conduta preferencial, com monitoramento rigoroso da resposta ao tratamento. A internação hospitalar para DIP é reservada para casos graves, gestantes, pacientes imunocomprometidas ou aquelas sem resposta ao tratamento ambulatorial.
O risco de DIP é ligeiramente aumentado apenas nas primeiras 3 semanas após a inserção do DIU, principalmente devido à introdução de bactérias durante o procedimento. Após esse período, o DIU não aumenta o risco de DIP.
O DIU não deve ser removido de rotina. A remoção é considerada apenas se não houver melhora clínica da DIP após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada.
O tratamento inicial é a antibioticoterapia empírica, cobrindo os principais patógenos associados à DIP, de acordo com as diretrizes clínicas, sem a necessidade de remoção imediata do DIU.
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