Abscesso Tubo-Ovariano: Conduta Imediata e Tratamento

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 25 anos com febre e dor intensa no baixo-ventre. Ao toque bimanual, refere dor à mobilização do colo uterino e observa-se massa anexial à esquerda. Os exames complementares bioquímicos mostram leucocitose com desvio à esquerda, VHS e proteína C reativa elevados. A ultrassonografia transvaginal revela imagem cística anexial de características heterogêneas, medindo 3,0 cm de diâmetro. A conduta imediata é:

Alternativas

  1. A) Antibiótico aerobicida e anaerobicida parenteral.
  2. B) Aspiração guiada por ultrassonografia.
  3. C) Laparosco.pia cirúrgica
  4. D) Drenagem por culdotomia.

Pérola Clínica

DIP grave com massa anexial (abscesso tubo-ovariano) → ATB parenteral amplo espectro (aeróbios + anaeróbios).

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor pélvica, febre, dor à mobilização do colo e massa anexial, com marcadores inflamatórios elevados, sugere Doença Inflamatória Pélvica (DIP) complicada com abscesso tubo-ovariano, exigindo antibioticoterapia parenteral de amplo espectro imediata.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero, tubas uterinas e ovários. Quando a infecção progride, pode levar à formação de um abscesso tubo-ovariano (ATO), uma complicação grave que se manifesta com dor pélvica intensa, febre e sinais de inflamação sistêmica, como leucocitose e elevação de VHS/PCR. A presença de uma massa anexial à ultrassonografia reforça o diagnóstico de ATO. O tratamento do ATO, na ausência de ruptura ou sepse refratária, é primariamente clínico. A conduta imediata e de escolha é a antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, que deve cobrir tanto bactérias aeróbias quanto anaeróbias, pois a infecção é polimicrobiana. Esquemas comuns incluem cefoxitina ou clindamicina com gentamicina, ou piperacilina/tazobactam. O objetivo é controlar a infecção, reduzir o processo inflamatório e promover a resolução do abscesso. Intervenções mais invasivas, como aspiração guiada por imagem ou laparoscopia cirúrgica, são reservadas para casos de falha do tratamento clínico (persistência da febre e dor após 48-72 horas de antibióticos), abscesso de grande porte que não responde à terapia, ou em situações de ruptura do abscesso com peritonite difusa, onde a cirurgia de emergência é mandatória. A drenagem por culdotomia é uma opção para abscessos pélvicos específicos, mas não a primeira linha para ATO não roto.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um abscesso tubo-ovariano?

Os sinais e sintomas incluem dor pélvica intensa, febre, calafrios, leucocitose, dor à mobilização do colo uterino e a presença de uma massa anexial palpável ou visível em exames de imagem.

Por que a antibioticoterapia parenteral é a conduta inicial para abscesso tubo-ovariano?

A antibioticoterapia parenteral de amplo espectro (cobrir aeróbios e anaeróbios) é a conduta inicial para controlar a infecção e reduzir o tamanho do abscesso, evitando a necessidade de intervenção cirúrgica na maioria dos casos.

Quando a intervenção cirúrgica é indicada em casos de abscesso tubo-ovariano?

A cirurgia é indicada se houver falha do tratamento clínico com antibióticos, suspeita de ruptura do abscesso, abscesso de grande tamanho (>10 cm) ou em casos de sepse grave.

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