HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Paciente com suspeita de doença inflamatória pélvica com irritação peritoneal dá entrada no pronto socorro. Exames de imagem na admissão normais. A conduta inicial mais indicada é:
DIP com irritação peritoneal → internação + antibioticoterapia parenteral imediata.
A presença de irritação peritoneal em um quadro de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) indica um processo inflamatório mais extenso, sugerindo gravidade e risco de complicações. Nesses casos, a conduta inicial mais adequada é a internação hospitalar e o início de antibioticoterapia parenteral para garantir cobertura eficaz e rápida resolução da infecção.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero, tubas uterinas e ovários, e é uma causa comum de dor pélvica em mulheres jovens. A suspeita de DIP exige uma avaliação cuidadosa, e a presença de irritação peritoneal é um sinal de alarme que indica um quadro mais avançado e potencialmente grave da doença, com risco de disseminação e complicações sérias. Quando há irritação peritoneal, isso sugere que a inflamação se estendeu para o peritônio pélvico, aumentando o risco de formação de abscessos, sepse e sequelas como infertilidade e dor pélvica crônica. Nesses casos, a conduta inicial deve ser agressiva e imediata. A internação hospitalar é mandatória para monitoramento clínico e para a administração de antibioticoterapia parenteral, que oferece maior biodisponibilidade e eficácia no combate à infecção. O tratamento parenteral deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos envolvidos na DIP (geralmente bactérias entéricas e sexualmente transmissíveis como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae). A escolha do regime antibiótico deve seguir as diretrizes clínicas e ser ajustada conforme a resposta da paciente. A pronta intervenção é fundamental para evitar a progressão da doença e minimizar as sequelas a longo prazo, sendo um ponto crítico na formação de residentes.
Os sinais de irritação peritoneal incluem dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg positivo), defesa abdominal, rigidez muscular e dor à mobilização do colo uterino e anexos. Esses achados indicam inflamação do peritônio, sugerindo um quadro mais grave de DIP.
A antibioticoterapia parenteral é indicada devido à gravidade da infecção, que se estendeu ao peritônio. A via intravenosa garante níveis séricos e teciduais mais rápidos e eficazes do antibiótico, combatendo a infecção de forma mais agressiva e prevenindo complicações como abscessos e sepse.
Critérios para internação incluem suspeita de abscesso tubo-ovariano, gravidez, ausência de resposta ao tratamento oral em 72 horas, intolerância à medicação oral, imunodeficiência, doença grave ou irritação peritoneal. A internação permite monitoramento rigoroso e administração de antibióticos parenterais.
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