SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Sobre a doença inflamatória pélvica (DIP) é correto afirmar:
DIP: Tratar parceiros sexuais dos últimos 2 meses (sintomáticos ou não) para N. gonorrhoeae e C. trachomatis.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino que requer tratamento imediato e abrangente. É crucial tratar empiricamente os parceiros sexuais da paciente dos últimos dois meses, independentemente de apresentarem sintomas, para prevenir reinfecção e controlar a disseminação das infecções por N. gonorrhoeae e C. trachomatis.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior, resultando em inflamação do útero, tubas uterinas e ovários. É uma causa comum de dor pélvica crônica, infertilidade e gravidez ectópica, sendo o diagnóstico predominantemente clínico, baseado em critérios mínimos e adicionais. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente o mais rápido possível para prevenir sequelas. É crucial tratar os parceiros sexuais para N. gonorrhoeae e C. trachomatis, independentemente de sintomas, se tiveram contato nos últimos 60 dias. O DIU não precisa ser removido inicialmente, a menos que haja falha terapêutica. Gestantes com DIP devem ser hospitalizadas devido ao risco materno-fetal. O tratamento ambulatorial de primeira opção inclui Ceftriaxona + Doxiciclina, com Metronidazol sendo adicionado em alguns esquemas para cobertura de anaeróbios. O residente deve estar apto a identificar e tratar a DIP prontamente para evitar complicações graves.
O tratamento dos parceiros sexuais é fundamental para prevenir a reinfecção da paciente e interromper a cadeia de transmissão das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que causam a DIP, mesmo que eles sejam assintomáticos.
Não, a remoção do DIU não é recomendada rotineiramente em casos de DIP, a menos que não haja melhora clínica após 48-72 horas de tratamento antibiótico adequado.
O tratamento ambulatorial de primeira opção geralmente inclui Ceftriaxona intramuscular em dose única, associada a Doxiciclina oral por 14 dias, com ou sem Metronidazol, dependendo do esquema escolhido.
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