UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
É considerado um fator de risco para doença inflamatória pélvica (DIP):
Idade < 25 anos + múltiplos parceiros = ↑ risco de DIP.
A idade inferior a 25 anos é um fator de risco significativo para Doença Inflamatória Pélvica (DIP) devido à imaturidade do colo uterino e maior prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nessa faixa etária.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o útero, tubas uterinas e estruturas pélvicas adjacentes. É uma das principais causas de infertilidade tubária, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A epidemiologia da DIP está intrinsecamente ligada à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae os agentes etiológicos mais comuns. Os fatores de risco para DIP incluem idade jovem (geralmente < 25 anos), múltiplos parceiros sexuais, história prévia de DIP, ISTs não tratadas, uso de DIU (especialmente nos primeiros 20 dias após a inserção, se houver IST pré-existente) e duchas vaginais. A fisiopatologia envolve a quebra da barreira cervical, permitindo a ascensão bacteriana. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor à palpação anexial, associados a outros critérios menores como febre, leucocitose e aumento de VHS/PCR. O tratamento da DIP é fundamentalmente com antibioticoterapia de amplo espectro, visando cobrir os principais patógenos. A escolha do esquema antibiótico (oral ou parenteral) depende da gravidade do quadro. O prognóstico é melhor com o tratamento precoce, que reduz o risco de sequelas a longo prazo. É crucial tratar também os parceiros sexuais para evitar reinfecção. A prevenção envolve educação sexual, uso de preservativos e rastreamento e tratamento de ISTs.
Os principais agentes etiológicos da DIP são bactérias sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que ascendem do trato genital inferior. Outros microrganismos também podem estar envolvidos.
Mulheres jovens têm um colo uterino mais imaturo e ectopia cervical mais extensa, o que as torna mais suscetíveis à infecção por Chlamydia e Gonorrhoeae. Além disso, tendem a ter mais parceiros sexuais e menor uso consistente de preservativos.
As complicações a longo prazo da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e aumento do risco de recorrência da própria DIP. A detecção e tratamento precoces são cruciais para minimizar essas sequelas.
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