Doença Inflamatória Pélvica: Tratamento Ambulatorial

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 37 anos, com história de múltiplos parceiros sexuais, apresenta dor pélvica difusa, febre e leucorreia purulenta. O exame ginecológico é compatível com salpingite. Qual é o tratamento inicial mais apropriado?

Alternativas

  1. A) Doxiciclina e metronidazol.
  2. B) Ceftriaxona e doxiciclina.
  3. C) Amoxicilina e ácido clavulânico.
  4. D) Anticoncepcional oral combinado.

Pérola Clínica

DIP (salpingite) com dor pélvica, febre e leucorreia → Ceftriaxona + Doxiciclina é o tratamento inicial ambulatorial.

Resumo-Chave

O tratamento inicial da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) deve cobrir os principais agentes etiológicos, Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. A combinação de Ceftriaxona (para gonococo) e Doxiciclina (para clamídia) é o esquema ambulatorial mais recomendado.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas (salpingite) e ovários. É uma das principais causas de infertilidade tubária e dor pélvica crônica em mulheres jovens. A maioria dos casos é causada por infecções sexualmente transmissíveis, principalmente Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, que ascendem do trato genital inferior. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor anexial à palpação. Sintomas como febre, leucorreia purulenta e elevação de marcadores inflamatórios (VHS, PCR) reforçam a suspeita. O tratamento deve ser iniciado empiricamente o mais rápido possível para prevenir complicações a longo prazo. O esquema terapêutico ambulatorial mais recomendado para DIP inclui uma dose única de Ceftriaxona intramuscular (para cobertura de gonococo) e Doxiciclina oral por 14 dias (para cobertura de clamídia). Em alguns casos, pode-se adicionar Metronidazol oral para cobertura de anaeróbios, especialmente em pacientes com abscesso tubo-ovariano ou após instrumentação uterina. A internação hospitalar é indicada para casos graves, gestantes, pacientes imunocomprometidas ou com falha ao tratamento ambulatorial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios mínimos para o diagnóstico de DIP incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Critérios adicionais podem ser febre, leucorreia purulenta, aumento de VHS/PCR e evidência de infecção por gonococo/clamídia.

Por que a combinação de Ceftriaxona e Doxiciclina é eficaz para DIP?

A Ceftriaxona é um cefalosporina de terceira geração eficaz contra Neisseria gonorrhoeae, enquanto a Doxiciclina é um antibiótico tetraciclina que cobre Chlamydia trachomatis, os dois patógenos mais comuns na DIP. Essa combinação garante ampla cobertura.

Quais são as principais complicações da Doença Inflamatória Pélvica não tratada?

As complicações da DIP não tratada incluem dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e formação de abscesso tubo-ovariano, que pode ser uma emergência cirúrgica.

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