Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Paciente de 24 anos apresenta dor pélvica há 2 dias, com piora progressiva, corrimento de coloração amarelada e dispareunia. No exame especular, apresenta secreção amarelada abundante e ao toque apresenta útero em anteversoflexão, dor à mobilização do colo, anexos impalpáveis. Assinale a alternativa que contém o diagnóstico mais provável, microbiota mais frequente e tratamento aceitável (considerando casos leves).
Dor pélvica, corrimento, dispareunia e dor à mobilização do colo → DIP. Tratamento ambulatorial com Doxiciclina + Ceftriaxona.
Os sintomas apresentados (dor pélvica, corrimento amarelado, dispareunia e dor à mobilização do colo) são altamente sugestivos de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Embora Chlamydia e Gonorreia sejam as causas mais comuns, Ureaplasma urealyticum é um patógeno reconhecido. O tratamento para casos leves ambulatoriais geralmente inclui Doxiciclina, que cobre Ureaplasma e Chlamydia, associada a um cefalosporínico para Gonorreia.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e abscesso tubo-ovariano. É uma complicação grave de infecções sexualmente transmissíveis (IST), principalmente por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, mas também por outros microrganismos como Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis, além de bactérias anaeróbias e entéricas. A DIP é uma causa importante de morbidade ginecológica, podendo levar a dor pélvica crônica, infertilidade e gravidez ectópica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica ou abdominal baixa, associada a dor à mobilização do colo uterino, dor uterina ou dor anexial à palpação. A presença de corrimento cervical mucopurulento e dispareunia reforça a suspeita. Exames complementares como ultrassonografia pélvica, testes para IST e marcadores inflamatórios (VHS, PCR) podem auxiliar, mas não são essenciais para iniciar o tratamento empírico. O tratamento da DIP deve ser iniciado o mais precocemente possível para prevenir sequelas. Para casos leves a moderados, o tratamento ambulatorial é aceitável e geralmente envolve um esquema antibiótico de amplo espectro que cubra os principais patógenos. A combinação de uma cefalosporina (como ceftriaxona) para gonorreia, doxiciclina para chlamydia e ureaplasma/mycoplasma, e metronidazol para anaeróbios é um regime comum. É fundamental orientar a abstinência sexual durante o tratamento e tratar os parceiros sexuais para evitar reinfecção.
O diagnóstico de DIP é clínico e baseia-se na presença de dor pélvica ou abdominal baixa, associada a um ou mais dos seguintes: dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação uterina ou dor à palpação anexial. Critérios adicionais podem incluir febre, leucorreia mucopurulenta, elevação de PCR/VHS e evidência laboratorial de infecção por Gonorreia ou Chlamydia.
As bactérias mais frequentemente associadas à DIP são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. No entanto, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis e bactérias anaeróbias e entéricas também são patógenos importantes que contribuem para a polimicrobiana da DIP.
Para casos leves de DIP tratados ambulatorialmente, o esquema mais comum inclui Ceftriaxona (dose única intramuscular) para cobrir Gonorreia, associada a Doxiciclina (100 mg, 12/12h, via oral por 14 dias) para cobrir Chlamydia, Ureaplasma e Mycoplasma, e Metronidazol (500 mg, 12/12h, via oral por 14 dias) para anaeróbios, dependendo do protocolo local.
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