Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
A droga considerada como pilar no tratamento da doença inflamatória pélvica na forma ambulatorial é:
DIP ambulatorial → Ceftriaxona IM + Doxiciclina VO ± Metronidazol VO. Doxiciclina é pilar.
A Doxiciclina é um pilar no tratamento ambulatorial da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) devido à sua eficácia contra Chlamydia trachomatis e Mycoplasma genitalium, frequentemente associados à DIP. Geralmente é combinada com um cefalosporina de terceira geração (ex: Ceftriaxona) e, por vezes, Metronidazol.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba infecções do trato genital superior feminino, como endometrite, salpingite, ooforite e peritonite pélvica. É uma causa importante de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica, sendo crucial o diagnóstico e tratamento precoces. Os principais agentes etiológicos são sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas também podem estar envolvidos microrganismos da flora vaginal. O tratamento da DIP visa erradicar os patógenos, prevenir sequelas e aliviar os sintomas. A escolha do esquema terapêutico depende da gravidade do quadro (ambulatorial ou hospitalar). Para o tratamento ambulatorial, as diretrizes recomendam um esquema de amplo espectro que cubra os principais agentes. A Doxiciclina é um componente essencial devido à sua excelente atividade contra Chlamydia trachomatis e Mycoplasma genitalium. Um esquema comum para DIP ambulatorial inclui uma cefalosporina de terceira geração (como Ceftriaxona) para cobrir Neisseria gonorrhoeae, associada à Doxiciclina para Chlamydia e, em alguns casos, Metronidazol para anaeróbios e Trichomonas vaginalis. A adesão ao tratamento completo é fundamental para o sucesso terapêutico e para minimizar o risco de complicações a longo prazo.
Os principais agentes etiológicos são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas também podem estar envolvidos microrganismos entéricos e anaeróbios.
O esquema ambulatorial recomendado geralmente inclui Ceftriaxona 500 mg IM em dose única, associada a Doxiciclina 100 mg VO 2x/dia por 14 dias, e Metronidazol 500 mg VO 2x/dia por 14 dias (se houver suspeita de tricomoníase ou vaginose bacteriana).
A Doxiciclina é crucial por sua eficácia contra Chlamydia trachomatis, um dos patógenos mais comuns na DIP, e também contra Mycoplasma genitalium, cobrindo um espectro importante de agentes atípicos.
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