UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Os agentes etilógicos mais frequentemente associado a doença inflamatória pélvica são:
DIP → principalmente causada por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, ISTs ascendentes.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, sendo as bactérias sexualmente transmissíveis Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais comuns. O tratamento precoce é crucial para prevenir sequelas.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das infecções ginecológicas mais comuns e uma importante causa de morbidade reprodutiva em mulheres jovens e sexualmente ativas. O reconhecimento e tratamento precoces são cruciais para evitar complicações a longo prazo. Os agentes etiológicos mais frequentemente associados à DIP são as bactérias sexualmente transmissíveis Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Essas bactérias são responsáveis pela maioria dos casos e causam uma resposta inflamatória significativa nos órgãos pélvicos. Outros microrganismos, como bactérias anaeróbias, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum, também podem estar envolvidos, muitas vezes em infecções polimicrobianas. A fisiopatologia envolve a infecção inicial do colo uterino, seguida pela ascensão dos patógenos através do canal cervical para o endométrio (endometrite), tubas uterinas (salpingite) e, em casos mais graves, para os ovários e peritônio pélvico. O tratamento empírico da DIP deve cobrir N. gonorrhoeae e C. trachomatis, geralmente com uma combinação de antibióticos, e ser iniciado o mais rápido possível para prevenir sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica.
Os sintomas incluem dor pélvica baixa, dor à palpação abdominal, dor à mobilização do colo uterino, corrimento vaginal anormal, febre e disúria.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico (dor à mobilização do colo, dor anexial). Exames laboratoriais (leucocitose, VHS/PCR elevados) e de imagem (ultrassonografia) podem auxiliar, mas não são mandatórios para o início do tratamento empírico.
A DIP não tratada pode levar a sequelas graves como dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e formação de abscessos tubo-ovarianos.
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