DIP: Principais Patógenos e Diagnóstico

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

A doença inflamatória pélvica é a infecção aguda do trato genital superior feminino decorrente da ascensão canalicular de microrganismos cervicovaginais endógenos. Os patógenos mais prováveis dessa doença são:

Alternativas

  1. A) Staphylococcus aureus e Chlamydia trachomatis.
  2. B) Staphylococcus aureus e Neisseria gonorrhoeae.
  3. C) Gardnerella vaginalis e Staphylococcus aureus.
  4. D) Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Pérola Clínica

DIP = Neisseria gonorrhoeae + Chlamydia trachomatis são os principais patógenos.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção polimicrobiana do trato genital superior feminino, sendo a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais frequentemente isolados, responsáveis por grande parte dos casos.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) representa um espectro de infecções do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e peritonite pélvica. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica em mulheres jovens. A etiologia é predominantemente polimicrobiana, com ascensão de microrganismos da cérvix e vagina. Os patógenos mais frequentemente associados à DIP são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis, que são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Outros microrganismos, como bactérias anaeróbias, Gardnerella vaginalis e Mycoplasma hominis, também podem estar envolvidos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas a longo prazo. O tratamento da DIP é empírico e visa cobrir os principais agentes etiológicos. Geralmente envolve uma combinação de antibióticos de amplo espectro, administrados por via oral ou parenteral, dependendo da gravidade do quadro. A parceria sexual também deve ser tratada para evitar reinfecção. A educação sobre práticas sexuais seguras é fundamental na prevenção da DIP.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os sintomas incluem dor pélvica baixa, dispareunia, corrimento vaginal purulento, febre, calafrios, náuseas e vômitos. A dor à mobilização do colo uterino e anexos ao exame bimanual é um sinal clássico.

Como é feito o diagnóstico da DIP?

O diagnóstico é clínico, baseado na presença de dor pélvica baixa e um ou mais dos seguintes: dor à mobilização do colo, dor à palpação uterina ou anexial. Exames complementares como ultrassonografia e testes para ISTs auxiliam na confirmação e identificação do agente.

Qual o tratamento recomendado para a DIP?

O tratamento é feito com antibióticos de amplo espectro para cobrir os principais patógenos, incluindo gonococos e clamídias. Regimes comuns incluem ceftriaxona associada a doxiciclina e metronidazol.

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