HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
A doença inflamatória pélvica (DIP) constitui afecção de alta prevalência e está associada à morbimortalidade significativa. Trata-se de causa significativa de infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. Sua suspeição seguida por diagnóstico rápido eestabelecimento precoce do tratamento constituem na melhor maneira de preservar o futuro reprodutivo da mulher.Considerando o diagnóstico da doença inflamatória pélvica, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.( ) Para o diagnóstico, deve-se considerar a presença de três critérios maiores associados a um critério menor ou um critério elaborado.( ) Dor no hipogástrio, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização de colo uterino são consideradas critérios menores.( ) Comprovação laboratorial de infecção cervical pelo gonococo e febre são consideradas critérios maiores.( ) A presença de abscesso tubo-ovariano ou de fundo de saco de Douglas, em estudo de imagem, é considerada um critério elaborado.Assinale a sequência correta.
Diagnóstico DIP: Critérios maiores (dor abdominal, anexial, mobilização colo) + menores (febre, leucocitose) ou elaborados (USG, biópsia).
O diagnóstico da DIP é clínico, baseado em critérios que visam aumentar a sensibilidade e especificidade. Os critérios maiores são essenciais para a suspeita, enquanto os menores e elaborados ajudam a confirmar. A presença de abscesso tubo-ovariano é um critério elaborado que indica doença avançada.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino. É uma condição de alta morbimortalidade, sendo uma das principais causas de infertilidade tubária, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a saúde reprodutiva da mulher. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em uma combinação de critérios. Os critérios mínimos para iniciar o tratamento empírico incluem dor à palpação do abdome inferior, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino. Critérios adicionais (menores), como febre, leucocitose, aumento de VHS/PCR e comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo ou Chlamydia, aumentam a especificidade. Critérios elaborados, como evidência de abscesso tubo-ovariano ou de fundo de saco de Douglas em exames de imagem (ultrassonografia, tomografia, ressonância) ou achados histopatológicos de endometrite em biópsia, confirmam o diagnóstico. O tratamento da DIP é empírico e deve ser iniciado o mais rápido possível para prevenir sequelas. Envolve antibióticos de amplo espectro que cubram os principais patógenos (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e anaeróbios). O prognóstico depende da gravidade da infecção, da precocidade do diagnóstico e do tratamento, sendo que atrasos podem levar a complicações graves e irreversíveis na saúde reprodutiva.
Os critérios mínimos incluem dor à palpação do abdome inferior, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino.
Os critérios elaborados, como evidência de abscesso tubo-ovariano por imagem ou biópsia endometrial, confirmam o diagnóstico e indicam a gravidade da doença, guiando o tratamento.
A inflamação e infecção na DIP podem causar aderências e cicatrizes nas tubas uterinas, obstruindo-as e dificultando a passagem do óvulo, resultando em infertilidade ou implantação ectópica.
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