Doença Inflamatória Pélvica: Diagnóstico e Sinais Clínicos

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 27 anos, queixando-se de febre, corrimento vaginal e dor pélvica há cerca de 1 semana. Sem outras queixas. Nega atraso menstrual. Ao exame físico: dor a mobilização de colo, útero e anexos; muco cervical purulento; conteúdo vaginal amarelado, temperatura oral=38,6 0C. Exame complementar: velocidade de hemossedimentação elevada. Neste contexto o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Cervicite apenas.
  2. B) Vaginose.
  3. C) Infecção do trato urinário.
  4. D) Doença inflamatória pélvica.
  5. E) Aborto infectado.

Pérola Clínica

DIP = Dor pélvica + febre + corrimento + dor à mobilização cervical/anexial + VHS/PCR ↑.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção ascendente do trato genital feminino, caracterizada por dor pélvica, febre, corrimento e dor à mobilização do colo uterino e anexos. A elevação de marcadores inflamatórios como o VHS reforça o diagnóstico clínico.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o útero, tubas uterinas e ovários, podendo levar a complicações sérias como infertilidade e dor pélvica crônica. É uma das infecções ginecológicas mais comuns, afetando principalmente mulheres jovens e sexualmente ativas. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas. O diagnóstico da DIP é essencialmente clínico, baseado na tríade de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Sinais adicionais como febre, corrimento vaginal ou cervical purulento, e marcadores inflamatórios elevados (VHS, PCR) aumentam a probabilidade diagnóstica. É fundamental descartar outras causas de dor pélvica aguda, como apendicite, gravidez ectópica ou cisto ovariano torcido, através de anamnese detalhada e exames complementares. O tratamento da DIP é feito com antibióticos de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e anaeróbios). A escolha do esquema terapêutico depende da gravidade do quadro e pode ser ambulatorial ou hospitalar. O prognóstico é geralmente bom com tratamento precoce, mas atrasos podem resultar em formação de abcessos tubo-ovarianos e aderências pélvicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios clínicos para o diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios maiores incluem dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Critérios adicionais são febre, corrimento purulento, VHS/PCR elevados e evidência laboratorial de infecção por clamídia ou gonorreia.

Como diferenciar a DIP de outras causas de dor pélvica aguda?

A DIP se diferencia pela presença de febre, corrimento purulento e dor à mobilização cervical/anexial. Outras causas como apendicite ou gravidez ectópica devem ser consideradas, mas geralmente não apresentam o conjunto de sintomas ginecológicos.

Qual a importância do VHS elevado no contexto de suspeita de DIP?

O VHS (Velocidade de Hemossedimentação) elevado é um marcador inflamatório inespecífico, mas sua elevação em conjunto com os sintomas clínicos e achados do exame físico reforça a suspeita de um processo inflamatório/infeccioso como a DIP.

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