DIP Aguda: Exames Essenciais para Diagnóstico e Gravidade

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Você atende na Unidade de Pronto Atendimento do SUS uma paciente de 20 anos com queixa de dor pélvica, corrimento vaginal espesso e amarelado. Ela tem ciclos menstruais regulares, vida sexual ativa e usa como contracepção Etinilestradiol 15mcg associado a Gestodeno 0,06mg. Ao exame clínico, você identifica temperatura axilar de 38ºC, Frequência cardíaca de 120bpm e regular estado geral. No exame especular, você observa colo do útero com hiperemia, conteúdo vaginal purulento e no toque vaginal você identifica dor à mobilização do colo uterino e anexo direito palpável com dor. Você decide interná-la em unidade hospitalar. Para esta paciente quais exames deverão ser solicitados para esclarecimento do diagnóstico e avaliação de gravidade do quadro?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia.
  2. B) Ultrassonografia, PCR, Hemograma.
  3. C) Tomografia de abdome total e hemograma.
  4. D) Hemograma e Função renal.
  5. E) Nenhum exame, uma vez que já se sabe o diagnóstico.

Pérola Clínica

Suspeita de DIP com sinais sistêmicos → USG pélvica (anexos), PCR (inflamação), Hemograma (infecção/gravidade).

Resumo-Chave

Diante de um quadro clínico sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) com sinais de gravidade (febre, taquicardia, dor anexial), a ultrassonografia pélvica é essencial para avaliar os anexos, enquanto PCR e hemograma auxiliam na avaliação da resposta inflamatória e gravidade da infecção.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum em mulheres jovens sexualmente ativas e pode ter sérias consequências reprodutivas se não tratada adequadamente. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor anexial, mas exames complementares são cruciais para confirmar, avaliar a extensão e a gravidade da infecção, e excluir diagnósticos diferenciais. Neste caso, a paciente apresenta sinais de DIP com critérios de internação (febre, taquicardia, dor anexial palpável). A ultrassonografia pélvica é fundamental para visualizar os anexos, identificar possíveis abscessos tubo-ovarianos ou outras complicações, e diferenciar de outras causas de dor pélvica aguda, como gravidez ectópica ou apendicite. O hemograma avalia a resposta inflamatória sistêmica (leucocitose com desvio à esquerda) e a Proteína C Reativa (PCR) é um marcador inflamatório sensível que reflete a atividade da doença e pode ser útil no acompanhamento da resposta ao tratamento. Para residentes, a abordagem da DIP requer uma avaliação completa, incluindo exames laboratoriais e de imagem, para guiar o tratamento antibiótico (geralmente empírico e de amplo espectro) e monitorar a evolução. A identificação precoce e o tratamento agressivo são essenciais para prevenir sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Doença Inflamatória Pélvica?

Os critérios mínimos para DIP incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Critérios adicionais como febre, corrimento purulento, PCR/VHS elevados e leucocitose aumentam a suspeita.

Qual o papel da ultrassonografia na avaliação da DIP?

A ultrassonografia pélvica é fundamental para avaliar os anexos, identificar espessamento das tubas, presença de líquido livre ou abscessos tubo-ovarianos, e excluir diagnósticos diferenciais como gravidez ectópica ou apendicite.

Por que o hemograma e a PCR são importantes na DIP?

O hemograma pode revelar leucocitose com desvio à esquerda, indicando infecção bacteriana. A Proteína C Reativa (PCR) é um marcador inflamatório sensível que reflete a atividade da doença e pode ser útil para monitorar a resposta ao tratamento.

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