PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 24 anos, faz uso de contraceptivo oral combinado e queixa-se dor pélvica há 3 semanas. Relata dispareunia deprofundidade, nega queixas urinárias. Ao exame: Genitais externos normais. Especular: paciente fez lavagem vaginal antes da consulta e não demonstra conteúdo. Toque vaginal: dor à mobilização do colo.Assinale a alternativa CORRETA, segundo as recomendações do CDC (Center for Disease Control and Prevention), 2021.
Dor pélvica + dispareunia + dor à mobilização do colo → suspeita de DIP, iniciar tratamento empírico conforme CDC.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é um diagnóstico clínico e o tratamento empírico deve ser iniciado com base em critérios mínimos, como dor à mobilização do colo, mesmo na ausência de secreção vaginal visível (especialmente se houve lavagem vaginal). A demora no tratamento pode levar a sequelas graves.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico é predominantemente clínico, e o tratamento precoce é fundamental para evitar sequelas. Os critérios diagnósticos do CDC 2021 enfatizam a importância de iniciar o tratamento empírico com base em critérios mínimos, como dor à mobilização do colo, dor abdominal inferior e dor anexial, mesmo sem evidência de secreção purulenta. A lavagem vaginal prévia, como no caso, pode mascarar a presença de conteúdo patológico, mas não exclui o diagnóstico. O tratamento da DIP geralmente envolve antibióticos de amplo espectro para cobrir os principais patógenos (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e bactérias anaeróbias). O esquema tríplice (ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol) é frequentemente utilizado. A hospitalização é indicada em casos graves, como abscesso tubo-ovariano, gravidez, imunodeficiência ou falha do tratamento ambulatorial.
Os critérios mínimos para iniciar o tratamento empírico da DIP incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e/ou dor à palpação anexial, na ausência de outra causa.
O tratamento empírico é crucial para prevenir sequelas graves como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica, pois a confirmação laboratorial pode demorar e o dano tecidual pode ser irreversível.
Os esquemas ambulatoriais recomendados pelo CDC incluem ceftriaxona intramuscular + doxiciclina oral, com ou sem metronidazol oral, cobrindo os principais patógenos como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e anaeróbios.
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