IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Mulher de 21 anos, nuligesta, com vida sexual ativa, em uso de ""tabelinha"" ou preservativo como métodos anticoncepcionais, procura atendimento de urgência queixando-se de dor em baixo ventre há alguns dias e que vem se intensificando. Sem queixas urinárias ou gastrointestinais. Suas menstruações são regulares a cada 28 ou 30 dias, tendo a última se iniciado há 7 dias e com duração de 4 dias. Ao exame físico, bom estado geral, temperatura axilar de 37,9°C. Abdome levemente doloroso à palpação profunda de todo o baixo ventre, com descompressão brusca negativa e ruídos hidroaéreos presentes. Exame especular revela colo hiperemiado com secreção mucoide amarelo-escura. Ao toque, útero dolorosos à mobilização, ausência de massas palpáveis. Assinale a alternativa correta.
Dor pélvica + dor à mobilização colo/útero + secreção cervical = DIP. Etiologia polimicrobiana comum, tratar com ceftriaxona + doxiciclina (± metronidazol).
O quadro clínico de dor em baixo ventre, febre, dor à mobilização do colo e útero, e secreção cervical purulenta é altamente sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A DIP é frequentemente polimicrobiana, envolvendo bactérias sexualmente transmissíveis (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis) e anaeróbios, justificando um esquema antibiótico de amplo espectro.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, afetando o útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum em mulheres jovens sexualmente ativas e representa um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica variada. A importância clínica da DIP reside nas suas potenciais complicações, como dor pélvica crônica, infertilidade tubária e gravidez ectópica. O diagnóstico da DIP é primariamente clínico, baseado em critérios mínimos como dor em baixo ventre, dor à mobilização do colo e dor à palpação uterina ou anexial. Critérios adicionais, como febre (>38,3°C), secreção cervical purulenta, leucocitose e elevação de PCR/VHS, aumentam a probabilidade diagnóstica. A paciente do caso apresenta um quadro clássico, com dor abdominal, febre baixa, cervicite e dor à mobilização uterina. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente e cobrir os principais agentes etiológicos, que são Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e bactérias anaeróbias. Esquemas ambulatoriais comuns incluem ceftriaxona intramuscular (para gonorreia) em dose única, seguida de doxiciclina oral por 14 dias (para clamídia e outros patógenos) e, em alguns casos, metronidazol oral por 14 dias para cobertura de anaeróbios. A escolha da alternativa correta reflete a etiologia polimicrobiana e a necessidade de antibioticoterapia adequada.
Os critérios mínimos incluem dor em baixo ventre, dor à palpação do colo uterino e/ou útero e/ou anexos. Critérios adicionais como febre, secreção cervical purulenta e leucocitose aumentam a especificidade.
O esquema ambulatorial mais comum inclui uma dose única de ceftriaxona intramuscular (para gonorreia) associada a doxiciclina oral por 14 dias (para clamídia e outros) e, em alguns casos, metronidazol oral por 14 dias (para anaeróbios).
A DIP é frequentemente polimicrobiana, sendo os agentes mais comuns a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis, além de bactérias anaeróbias e facultativas da flora vaginal.
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