Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Uma paciente de 25 anos de idade refere dor pélvica há quatro dias, associada a febre e saída de secreção amarelada pela via vaginal. Ela tem vida sexual ativa. No exame, constatou-se secreção amarelada fétida na via vaginal, dor à mobilização do colo uterino e temperatura de 39 °C. O exame de beta-HCG resultou negativo. Ultrassonografia transvaginal sem alterações.Assinale a alternativa que apresenta a correta hipótese diagnóstica para o caso clínico acima.
Dor pélvica + febre + secreção vaginal purulenta + dor à mobilização do colo em mulher sexualmente ativa → DIP.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de dor pélvica, febre e dor à mobilização do colo uterino, na ausência de outras causas.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, sendo uma das principais causas de dor pélvica aguda e infertilidade. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Febre, secreção vaginal purulenta e elevação de marcadores inflamatórios são achados de suporte. É crucial descartar outras causas de dor pélvica aguda, como gravidez ectópica e apendicite. O tratamento da DIP é empírico e deve ser iniciado precocemente para prevenir sequelas. Inclui antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo Chlamydia, Gonorrhoeae e anaeróbios. A hospitalização é indicada para casos graves, gestantes, falha do tratamento ambulatorial ou suspeita de abscesso.
Os critérios mínimos incluem dor abdominal ou pélvica baixa, dor à palpação anexial e dor à mobilização do colo uterino.
Os principais agentes são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas também pode envolver bactérias da flora vaginal.
Complicações incluem infertilidade, gravidez ectópica, dor pélvica crônica e formação de abscesso tubo-ovariano.
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