UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
A doença inflamatória pélvica (DIP) é considerada um conjunto de processos inflamatórios da região pélvica gerados a partir da propagação de microrganismos provenientes da vagina e do colo do útero, que podem ascender para o endométrio, as tubas, o peritônio e as estruturas adjacentes. A anamnese e o exame físico são fundamentais para o seu diagnóstico. Na anamnese de uma paciente com suspeita de DIP, o ginecologista deve levar em consideração
História prévia de DIP ou gravidez ectópica ↑ risco de recidiva de DIP e ectópica.
A anamnese em casos de suspeita de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) deve focar em fatores de risco, como história prévia de DIP ou gravidez ectópica. Ambos aumentam significativamente a chance de recorrência da DIP e de uma nova gravidez ectópica, sendo cruciais para o diagnóstico e manejo.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma condição ginecológica comum e séria, resultante da ascensão de microrganismos da vagina e colo do útero para o trato genital superior. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A epidemiologia está fortemente ligada à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na anamnese e exame físico. A anamnese deve ser detalhada, buscando fatores de risco como múltiplos parceiros, ISTs prévias e, crucialmente, história de DIP anterior ou gravidez ectópica. A fisiopatologia envolve a inflamação e cicatrização das tubas uterinas, o que predispõe a recorrências e complicações. O tratamento da DIP é geralmente empírico, com antibióticos de amplo espectro, e deve ser iniciado precocemente para prevenir sequelas. Residentes devem estar aptos a realizar uma anamnese completa e um exame físico adequado para suspeitar e diagnosticar a DIP, bem como compreender a importância da prevenção e do tratamento das ISTs.
Os principais fatores de risco para DIP incluem história prévia de DIP, múltiplos parceiros sexuais, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), uso de DIU (especialmente nos primeiros meses), e idade jovem.
A gravidez ectópica é uma complicação da DIP, pois a inflamação e cicatrização das tubas uterinas podem dificultar a passagem do óvulo fertilizado. Uma história prévia de gravidez ectópica aumenta o risco de DIP e de futuras gestações ectópicas.
A anamnese é fundamental porque permite identificar fatores de risco, sintomas (dor pélvica, corrimento, febre) e histórico de ISTs, que, combinados com o exame físico, guiam a suspeita diagnóstica e a necessidade de exames complementares.
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