Doença Inflamatória Pélvica: Agentes Etiológicos Comuns

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 30 anos apresenta histerossalpingografia com dilatação de ambas as tubas. Refere ter tido duas internações por doença inflamatória pélvica. Os agentes mais comuns encontrados nessa afeção são:

Alternativas

  1. A) Enterococcusfaecalis e Mycoplasmahominis.
  2. B) Trichomonasvaginalis e Mycoplasmahominis.
  3. C) Chlamydiatrachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
  4. D) Streptococcus pyogenes e Gardnerellavaginalis.

Pérola Clínica

DIP e dilatação tubária → Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são os agentes mais comuns.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis ascendentes, sendo Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae os patógenos mais prevalentes, responsáveis por danos tubários e infertilidade.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das principais causas de infertilidade tubária e dor pélvica crônica. A epidemiologia mostra que é mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com alta prevalência de ISTs como fatores desencadeantes. A importância clínica reside na prevenção de sequelas reprodutivas graves. A fisiopatologia da DIP geralmente envolve a ascensão de microrganismos da vagina e colo uterino para o trato genital superior. Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são os agentes etiológicos mais comuns, sendo responsáveis por grande parte dos casos. O diagnóstico é clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor à palpação anexial, mas exames complementares como ultrassonografia e histerossalpingografia podem revelar danos tubários como hidrossalpinge. O tratamento da DIP é feito com antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir os agentes mais prováveis. A escolha do esquema antibiótico deve considerar a cobertura para Chlamydia e Gonorrhoeae. O prognóstico depende da gravidade da infecção e da prontidão do tratamento, sendo que atrasos podem levar a danos irreversíveis nas tubas e infertilidade. Pontos de atenção incluem a importância da triagem e tratamento de ISTs para prevenir a DIP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os principais fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, histórico de ISTs, uso de DIU (especialmente nos primeiros meses), e histórico prévio de DIP, que aumentam a suscetibilidade à infecção ascendente.

Como a Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae causam danos tubários?

Essas bactérias induzem uma resposta inflamatória intensa nas tubas uterinas (salpingite), levando à formação de aderências, obstrução e hidrossalpinge, que comprometem a fertilidade e aumentam o risco de gravidez ectópica.

Quais são as complicações a longo prazo da DIP não tratada?

As complicações incluem dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e aumento do risco de abscesso tubo-ovariano, impactando significativamente a saúde reprodutiva da mulher.

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