Doença Inflamatória Pélvica: Diagnóstico e Tratamento

UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 40 anos, com queixa de dor em baixo ventre há 3 meses. Nega história de febre, disúria, e refere corrimento amarelado sem odor associado ao quadro. Nega tratamento prévio. Refere história de relações sexuais desprotegidas. Ao exame físico, mucopus na cérvice uterina, dor à mobilização do cólo do útero e dor à mobilização dos anexos. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta: I- Se presença de sangramento, parto recente, atraso menstrual, massa abdominal ou peritonismo, deve ser encaminhada; II- O diagnóstico sindrômico é de Dor Pélvica; III- Deve ser instituído tratamento com Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única associado à Doxiciclina 100mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por 14 dias e Metronidazol 250 mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por 14 dias.

Alternativas

  1. A) Todas as afirmativas estão corretas;
  2. B) II e III estão corretas;
  3. C) I e II estão corretas;
  4. D) III está correta.

Pérola Clínica

DIP = dor pélvica + mucopus cervical + dor à mobilização do colo/anexos. Tratamento empírico cobre gonococo, clamídia e anaeróbios.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior. O diagnóstico é essencialmente clínico e sindrômico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e anexos, e presença de mucopus cervical. O tratamento empírico deve cobrir os principais agentes etiológicos, como N. gonorrhoeae, C. trachomatis e anaeróbios.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. É uma condição comum que pode levar a sequelas graves, como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica, sendo crucial o diagnóstico e tratamento precoces. O diagnóstico da DIP é clínico e sindrômico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e/ou dor à palpação dos anexos. A presença de mucopus cervical ou febre são achados adicionais que reforçam a suspeita. É importante excluir outras causas de dor pélvica, como apendicite, gravidez ectópica ou endometriose. O tratamento da DIP visa erradicar os patógenos e prevenir sequelas. O esquema ambulatorial padrão inclui Ceftriaxona (para gonococo), Doxiciclina (para clamídia) e Metronidazol (para anaeróbios), administrados por 14 dias. Critérios de internação incluem gravidez, ausência de resposta ao tratamento oral, intolerância oral, abscesso tubo-ovariano, DIP grave ou diagnóstico incerto, necessitando de terapia parenteral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os principais sinais e sintomas da DIP incluem dor pélvica ou em baixo ventre, corrimento vaginal anormal, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos. Febre e mucopus cervical podem estar presentes.

Qual o esquema de tratamento ambulatorial recomendado para DIP?

O esquema ambulatorial padrão para DIP inclui Ceftriaxona 500 mg IM dose única, Doxiciclina 100 mg VO 2x/dia por 14 dias, e Metronidazol 500 mg VO 2x/dia por 14 dias, para cobrir gonococo, clamídia e anaeróbios.

Quando uma paciente com DIP deve ser internada ou encaminhada?

Critérios de internação incluem gravidez, ausência de resposta ao tratamento oral, intolerância oral, abscesso tubo-ovariano, DIP grave (com febre alta, peritonismo), diagnóstico incerto ou imunodeficiência.

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